Fábricas de biometano autorizadas representam apenas 2% do potencial brasileiro
Apesar do avanço, o número de unidades de produção de biometano em operação e autorizadas no Brasil ainda é significativamente inferior ao potencial total do país, segundo dados da Abiogás.

Divulgação
O Brasil conta atualmente com 21 fábricas de biometano em pleno funcionamento e outras 47 unidades que já receberam autorização para operar. No entanto, mesmo com esse crescimento, a capacidade instalada e autorizada representa apenas uma pequena fração do potencial produtivo do país. Josiani Napolitano, presidente da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (Abiogás), apresentou esses números durante um evento recente, destacando que o volume atual e autorizado corresponde a cerca de 2,8% do potencial total de fabricação de biometano nacional.
Potencial de produção e realidade atual
De acordo com as projeções da Abiogás, o Brasil possui uma capacidade potencial de produção diária de 120 milhões de metros cúbicos de biometano. Atualmente, a produção efetiva atinge 1,36 milhão de metros cúbicos por dia. A adição das unidades autorizadas elevará essa capacidade para 3,37 milhões de metros cúbicos diários, um avanço considerável, mas ainda distante de explorar todo o potencial.
Cana-de-açúcar como principal motor
A análise do setor aponta que a cadeia produtiva da cana-de-açúcar detém o maior potencial para impulsionar a produção de biometano no país. A disponibilidade de biomassa proveniente do processamento da cana-de-açúcar oferece uma base sólida para o desenvolvimento e expansão da produção deste biocombustível renovável, que se alinha com os objetivos de transição energética e sustentabilidade.
Desafios e oportunidades para o setor
Apesar do expressivo potencial subutilizado, os números apresentados pela Abiogás sinalizam um cenário de oportunidades para o agronegócio e a economia brasileira. A expansão das fábricas de biometano não apenas contribui para a diversificação da matriz energética, mas também gera empregos, fomenta a inovação tecnológica e promove a economia circular, ao aproveitar resíduos orgânicos para a produção de um combustível limpo e estratégico para o futuro.
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