Estudo no Espírito Santo revela nove genótipos de café canéfora com alta produtividade
Uma pesquisa recente da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) identificou nove genótipos de café canéfora, provenientes de Rondônia, com potencial de atingir uma produtividade média de 140 sacas por hectare ao ano. O estudo, realizado em Jaguaré, visa oferecer novas opções de cultivares para cafeicultores ampliarem suas lavouras com materiais de alto desempenho.

Divulgação
A cafeicultura brasileira recebe um importante impulso com a recente descoberta de nove genótipos de café canéfora que prometem revolucionar a produtividade nas lavouras. Uma pesquisa minuciosa, conduzida pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em uma propriedade rural de Jaguaré, no norte capixaba, revelou materiais genéticos capazes de alcançar uma impressionante média de 140 sacas por hectare ao ano. Este achado representa um avanço significativo para os produtores que buscam cultivares mais rentáveis e adaptadas às condições de alto manejo.
Seis anos de estudo e resultados surpreendentes
O extenso trabalho de avaliação durou seis anos, período no qual 48 genótipos de café canéfora foram monitorados em condições de campo. Após quatro colheitas e um rigoroso protocolo que incluiu três repetições com sete plantas por parcela, os nove materiais de destaque foram identificados. São eles: AS6, B11, 07, VR11, B12, R22, RG2, LB80 e AS2. Curiosamente, todos esses genótipos de alto desempenho são originários de Rondônia e foram avaliados em uma área com elevado nível tecnológico e uso intensivo de irrigação, o que sublinha o potencial produtivo sob manejo adequado.
Ampliação de escolhas para o cafeicultor
Para o professor Fábio Luiz Partelli, coordenador do projeto na Ufes, os resultados obtidos são um divisor de águas, ampliando consideravelmente o leque de opções disponíveis para os cafeicultores. “A pesquisa avaliou, em condições de campo, com repetições e manejo de alto nível tecnológico, quais clones foram os melhores e mais produtivos. Confirma que alguns clones realmente são bons e traz informações de que outros, ainda pouco cultivados, também apresentam ótima qualidade produtiva”, explica Partelli. Ele enfatiza que este conhecimento vem para somar, auxiliando o agricultor na crucial decisão sobre o que cultivar e como combinar diferentes materiais em suas plantações para otimizar a colheita.
Impacto e disponibilidade no mercado
Dentre os genótipos que demonstraram excelente desempenho, alguns já são bem conhecidos pelos cafeicultores e facilmente encontrados junto a viveiristas, como os clones AS2, LB80 e R22. Essa familiaridade pode facilitar a adoção e a disseminação desses materiais. O estudo foi fruto de uma colaboração robusta, coordenada pela Ufes, e contou com o valioso apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), além da parceria fundamental do produtor rural Atayde Armani, que cedeu sua propriedade para a realização dos estudos e contribuiu diretamente para o sucesso da iniciativa. Tais avanços reforçam o papel da pesquisa na sustentabilidade e competitividade do agronegócio nacional.
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