Café registra leve alta na bolsa de Nova York com real valorizado, mas oferta brasileira limita ganhos
O grão de café opera em valorização modesta na bolsa de Nova York, impulsionado pela força do real. Contudo, o aumento na oferta brasileira atua como um freio para altas mais expressivas, enquanto outros commodities como cacau, açúcar, algodão e suco de laranja apresentam movimentações distintas no mercado.

Divulgação
O mercado internacional de café registrou uma leve alta nesta sexta-feira (9/10) na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com entrega prevista para dezembro de 2026 apresentaram uma valorização de 0,3%, alcançando a cotação de 2,8980 centavos de dólar por libra-peso. Esse movimento de alta é sustentado, em parte, pela valorização da moeda brasileira frente ao dólar, o que torna o produto nacional mais caro no mercado externo. No entanto, os sinais de um aumento na oferta proveniente do Brasil têm atuado como um fator limitante para que essas altas se tornem mais expressivas, indicando um equilíbrio delicado entre demanda e oferta.
Cacau, açúcar, algodão e suco de laranja em cenários diversos
Enquanto o café busca uma trajetória ascendente, outros importantes commodities agrícolas apresentam dinâmicas de mercado distintas. O cacau, por exemplo, opera em estabilidade. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 para a amêndoa registraram uma leve queda de 0,02%, negociados a US$ 5.503 a tonelada. As previsões de chuvas contínuas na Costa do Marfim, um dos maiores produtores mundiais, tendem a impulsionar os preços. Por outro lado, o aumento dos estoques monitorados pela ICE (Intercontinental Exchange) tem contido novas valorizações, gerando um impasse no mercado.
O açúcar, por sua vez, apresentou um desempenho positivo. Os contratos com vencimento em março de 2027 avançaram 0,89%, sendo negociados a US$ 20,33 a libra-peso. O algodão também segue a tendência de alta, com os papéis da pluma com entrega para dezembro de 2026 subindo 1,28% e cotados a 80,96 centavos de dólar por libra-peso. Essa valorização pode estar atrelada a fatores como demanda crescente e preocupações com a oferta em outras regiões produtoras.
Em contrapartida, o suco de laranja concentrado e congelado opera em queda. Os contratos mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, registraram um recuo de 2,8%, sendo cotados a US$ 1,4575 a libra-peso. Essa desvalorização pode estar relacionada a uma oferta mais robusta ou a uma menor demanda no mercado internacional, demonstrando a complexidade e a diversidade de fatores que influenciam os preços das commodities agrícolas em tempo real.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








