Café recua em Nova York com oferta mais ampla no curto prazo
O arábica para dezembro perdeu 0,74% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 2,8155 por libra-peso. A alta da oferta no curto prazo e o avanço da colheita na região da Cooxupé exerceram pressão sobre os preços.

Divulgação
Arábica fecha em baixa nos EUA
O café arábica recuou na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (16), pressionado pela percepção de maior oferta no curto prazo. Os contratos para dezembro fecharam com queda de 0,74%, cotados a US$ 2,8155 por libra-peso. O movimento reflete um momento de maior disponibilidade do produto e de atenção do mercado aos efeitos da colheita brasileira sobre o abastecimento internacional.
A região acompanhada pela Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) apresenta avanço significativo da safra. Levantamento realizado com dados coletados até 11 de setembro aponta que 97,3% das lavouras da área de influência da cooperativa já foram colhidas. O resultado indica que a maior parte do café está deixada de ser retirada das lavouras e pode avançar nas etapas de processamento, classificação e comercialização.
Ritmo da colheita é o menor desde 2018
Apesar de a colheita estar próxima da conclusão, o ritmo deste ano é o menor registrado para este período desde 2018. Em 2020, 98% das áreas já haviam sido colhidas na mesma etapa do calendário. Em 2025, o índice era ainda maior: 98,9% dos cafezais estavam com a colheita concluída no período comparável.
A diferença em relação aos anos anteriores mostra que a retirada do café ficou mais lenta, embora o volume ainda pendente seja relativamente pequeno. Esse cenário pode manter o mercado atento à entrada dos lotes restantes e à capacidade de armazenamento e beneficiamento. Ao mesmo tempo, a proximidade do fim da colheita aumenta a pressão sobre os preços, pois reduz a incerteza sobre a disponibilidade imediata do produto.
Mercado acompanha oferta e demanda
Para os produtores, a queda em Nova York sinaliza cautela em um momento decisivo de comercialização. Mesmo com a baixa recente, os preços permanecem sensíveis a fatores como qualidade do café, condições climáticas, demanda das indústrias e movimentação do dólar. Qualquer alteração nesses elementos pode provocar nova oscilação nas cotações.
O desempenho da Bolsa de Nova York serve como referência para o mercado internacional de arábica e influencia a formação de preços no Brasil. Com a colheita praticamente encerrada na região da Cooxupé, os próximos movimentos dependerão principalmente do volume que chegará ao mercado, do interesse dos compradores e das expectativas para as próximas safras.
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