Café recua em Nova York com expectativas de safras cheias em regiões produtoras
Cotações do café operam em baixa na bolsa de Nova York, influenciadas por projeções positivas de produção em países como Vietnã, Indonésia e na América Central. Outras commodities como cacau, açúcar, algodão e suco de laranja também apresentam movimentações diversas.

Divulgação
O mercado de café na bolsa de Nova York registrou um movimento de baixa nesta quinta-feira (15/10), com os contratos futuros com entrega prevista para dezembro de 2026 operando em queda de 1%. As cotações atingiram 2,9515 centavos de dólar por libra-peso, refletindo um cenário de otimismo em relação à produção global.
Perspectivas de safras impulsionam queda do café
A expectativa de um cenário favorável nas principais regiões produtoras de café é o principal fator por trás da desvalorização observada. Analistas apontam que, até o momento, o ano de 2026 não apresentou relatos de problemas significativos nas origens de produção. O Vietnã e a Indonésia, importantes players no mercado, preveem safras abundantes. Em poucas semanas, a oferta de café da América Central e da Colômbia também deve chegar ao mercado, aumentando a disponibilidade e pressionando os preços para baixo.
Cacau em alta e outras commodities
Em contrapartida, o cacau apresentou uma valorização significativa, atingindo o maior patamar em um mês. A recuperação da demanda impulsionou os contratos com vencimento em dezembro de 2026, que subiram 2,57%, alcançando US$ 5.885 por tonelada. O açúcar também seguiu a tendência de alta, com contratos para março de 2027 negociados a US$ 21,1 por libra-peso, um aumento de 1,25%. O algodão, por sua vez, operou em queda, com os papéis para dezembro de 2026 recuando 0,36% e cotados a 80,37 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado também registrou desvalorização, com os contratos de novembro de 2026 caindo 0,77% e negociados a US$ 1,4135 a libra-peso.
As flutuações nas cotações de commodities agrícolas refletem a complexa interação entre oferta, demanda, condições climáticas e expectativas de mercado. O setor do agronegócio, fundamental para a economia brasileira, acompanha de perto esses movimentos para planejar suas estratégias de produção e comercialização, buscando otimizar resultados diante de um cenário global dinâmico.
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