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Ametista do Sul guarda a maior jazida do mundo e uma igreja revestida de pedras preciosas

Localizada a 400 km de Porto Alegre, a cidade gaúcha atrai turistas com sua riqueza mineral, cultura e história. A Igreja Matriz de São Gabriel, única no mundo revestida por ametistas, e o Ametista Parque Museu são destaques da região.

Wanessa·
Ametista do Sul guarda a maior jazida do mundo e uma igreja revestida de pedras preciosas

Ametista do Sul, município do noroeste gaúcho a pouco mais de 400 quilômetros de Porto Alegre, ostenta um título que poucos lugares no mundo podem igualar: abrigar a maior jazida de ametista do planeta. Com quase 8 mil habitantes, a cidade vive da exploração mineral, do turismo e de uma cultura fortemente ligada à fé e à identidade local.

O nome da cidade não é mera coincidência. A descoberta das pedras preciosas, ainda na década de 1940, transformou Ametista do Sul em um polo de atração para garimpeiros, mineradores e visitantes. Inicialmente, as ametistas eram encontradas junto às raízes das árvores, nas encostas dos córregos e até mesmo nas lavouras, o que levou à rápida expansão da atividade extrativa. A pedra, hoje símbolo oficial do Rio Grande do Sul desde 2013, tornou-se a base de uma economia que sustenta gerações de moradores.

Entre os ícones da cidade, a Igreja Matriz de São Gabriel se destaca como um marco único. Revestida por mais de 40 toneladas de ametistas, é a única igreja do mundo completamente coberta por essas pedras semipreciosas. Seu interior, adornado com pinturas bíblicas e uma pia batismal esculpida em um geodo de 500 quilos, contrasta com os jardins externos, repletos de mais de 500 espécies de flores e plantas que embelezam o entorno.

O turismo em Ametista do Sul vai além da espiritualidade. O Ametista Parque Museu exibe mais de 1.500 exemplares de minerais, enquanto as galerias subterrâneas permitem aos visitantes explorar túneis de quilômetros de extensão, testemunhos da evolução da mineração na região. Lojas de joias, artesanatos e degustação de bebidas locais completam o roteiro, oferecendo uma experiência que une natureza, fé e cultura.

A história da cidade também é marcada pela presença indígena. Antes de ser colonizada no início do século XX por descendentes de imigrantes europeus, a região era habitada pela tribo Kaingang. A chegada dos novos moradores, vindos principalmente de Palmeira das Missões, Santa Bárbara e Caxias do Sul, trouxe não apenas a agropecuária, mas também a devoção ao Arcanjo São Gabriel, cujo nome foi incorporado ao município. Essa fusão de culturas e tradições ainda hoje molda a identidade de Ametista do Sul, onde o passado garimpeiro e a fé se entrelaçam com o desenvolvimento moderno.

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