Agro supera R$ 1,4 trilhão em produção com força da soja e da carne bovina
O Valor Bruto da Produção Agropecuária foi estimado em R$ 1,403 trilhão, puxado principalmente pela soja, pelo milho e pela carne bovina. Centro-Oeste lidera o resultado, com destaque para Mato Grosso.

Divulgação
O agro brasileiro alcançou estimativa de R$ 1,403 trilhão no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), levantamento divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária. O indicador mede o valor da produção dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.
Soja lidera o valor da produção agrícola
As lavouras somam R$ 894,1 bilhões, equivalentes a 63,7% do total estimado. A soja permanece como o principal produto, com R$ 340,6 bilhões, ou 24,3% do VBP. O milho aparece em segundo lugar, com R$ 158 bilhões, seguido pela cana-de-açúcar, que representa R$ 106,3 bilhões, e pelo café, estimado em R$ 102,9 bilhões.
Pecuária responde por mais de um terço do total
A pecuária alcança R$ 509,1 bilhões e concentra 36,3% do valor estimado da produção agropecuária. A carne bovina é o principal destaque, com R$ 249,2 bilhões, correspondentes a 17,8% do VBP. A carne de frango também tem participação relevante, somando R$ 107,4 bilhões, ou 7,7% do total nacional.
Centro-Oeste concentra a maior força produtiva
O Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado especialmente por Mato Grosso, que registra estimativa de R$ 218,2 bilhões. O estado responde por 15,6% do valor total da produção agropecuária brasileira. O Sudeste ocupa a sequência, com destaque para Minas Gerais, onde o VBP estimado chega a R$ 166,8 bilhões, equivalente a 11,9% do resultado nacional.
Resultado combina produção e preços de mercado
O VBP é calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e na variação dos preços recebidos pelos produtores rurais. Por isso, o indicador reflete tanto o volume produzido quanto as condições de mercado. Os números de 2026 ainda são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto, podendo ser revisados conforme novas estimativas de safra e preços sejam incorporadas.
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