Abate de bovinos em Goiás cresce no segundo trimestre de 2026
Goiás abateu 1,07 milhão de cabeças entre abril e junho, alta de 13% sobre o trimestre anterior. Exportações de carne bovina também avançaram no acumulado do ano.

Divulgação
O abate de bovinos em Goiás apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026. Entre abril e junho, foram abatidas 1,07 milhão de cabeças no estado, volume 13% superior ao registrado no trimestre anterior e 1,5% acima do observado no mesmo período de 2025, quando o total reached 1,06 milhão de animais.
Resultado fica entre os maiores da série histórica
Considerando os levantamentos iniciados em 1997, o desempenho do segundo trimestre de 2026 representa o segundo maior volume já registrado em um trimestre. O resultado perde apenas para o terceiro trimestre de 2025, quando Goiás contabilizou 1,12 milhão de bovinos abatidos.
A força da pecuária goiana também aparece na comparação nacional. O estado ocupou a terceira posição entre as unidades da Federação em número de bovinos abatidos, respondendo por aproximadamente 10% do total do país. No período analisado, foram abatidas 10,72 milhões de cabeças no Brasil.
Exportações avançam no acumulado de 2026
O dinamismo do setor aparece ainda nos embarques de carne bovina. De janeiro a agosto de 2026, Goiás exportou 260,8 mil toneladas, crescimento de 3,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O volume estadual correspondeu a parte relevante das 2,1 milhões de toneladas embarcadas pelo Brasil no período.
As vendas externas geraram cerca de US$ 1,5 bilhão em receitas comerciais para Goiás, mantendo o estado na terceira posição entre os maiores exportadores brasileiros de carne bovina. O desempenho combina aumento no volume exportado com valorização do preço médio do produto no mercado internacional.
Preço médio reforça receita do setor
Os dados de comércio exterior indicam ampliação dos mercados compradores da carne produzida em Goiás. O valor médio das exportações passou de aproximadamente US$ 5 mil por tonelada em 2025 para US$ 5,9 mil em 2026, variação positiva de 17,3% na comercialização externa.
O cenário reforça a importância da pecuária para a economia goiana e mostra um setor sustentado pela escala de produção, pela participação em mercados externos e pelo acesso a linhas de financiamento voltadas ao desenvolvimento rural. Programas como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural) seguem apoiando investimentos e a modernização das atividades no campo.
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