Enxame de abelhas provoca evacuação de igreja e interdição de ruas em Caldas Novas
Um enxame agressivo de abelhas africanizadas invadiu o centro de Caldas Novas, forçando a saída de fiéis de uma igreja, mobilizando bombeiros e Defesa Civil, resultando no resgate frustrado de um cão e no bloqueio temporário de vias.

Divulgação
No domingo, 6 de setembro de 2026, moradores de Caldas Novas se depararam com uma situação inusitada e perigosa quando um enxame de abelhas africanizadas se instalou em um poste de energia elétrica próximo à matriz da Igreja Matriz de São Sebastião. O comportamento agressivo dos insetos levou vários fiéis que estavam dentro do templo a procurarem refúgio fora do prédio, enquanto outros permaneciam internos, tentando se proteger das picadas. O barulho das asas e o risco de ataques em massa geraram pânico entre os presentes, que rapidamente acionaram o serviço de emergência.
Atuação dos bombeiros e da Defesa Civil
Ao receber o chamado, o Corpo de Bombeiros de Goiás chegou ao local com duas viaturas e acionou a Unidade de Resgate. Após avaliar a dispersão do enxame, que já havia se espalhado por todo o quarteirão e pelas ruas adjacentes, os bombeiros iniciaram a evacuação gradual da igreja, orientando as pessoas a se dirigirem para a viatura de resgate. A Defesa Civil municipal foi acionada para isolar a área com cones e fitas, impedindo a circulação de veículos e pedestres. Agentes de trânsito foram posicionados nos acessos principais para orientar motoristas e evitar congestionamentos nas vias vizinhas.
Resgate de animal e consequências
Durante o trabalho, moradores de uma rua lateral solicitaram ajuda para um cão que estava preso por uma coleira e sendo atacado pelas abelhas. O animal, já com dezenas de ferroadas, foi retirado da corrente pela equipe de salvamento, com o apoio de um apicultor voluntário que aplicou fumigação leve para afastar os insetos. Apesar dos primeiros socorros, que incluíram a aplicação de antialérgico e a remoção do ferrão visível, o cão não resistiu ao shock tóxico e morreu poucos minutos depois. Os responsáveis pelo animal não foram localizados, e o caso foi registrado pela guarda municipal para eventual investigação.
Medidas preventivas e retorno à normalidade
Com a área isolada, a Secretaria Municipal de Mobilidade assumiu o controle do tráfego, desviando o fluxo de veículos para ruas paralelas e instalando sinalização temporária. Apoiados por um apicultor registrado, os agentes realizaram a remoção segura do enxame utilizando técnicas de fumegação e recolhimento da colmeia, que foi levada para uma área de preservação ambiental fora do perímetro urbano. Após cerca de duas horas de operação, as ruas foram liberadas e a igreja reaberta para os fiéis, que puderam retornar às atividades religiosas normalmente. A prefeitura reforçou a orientação à população sobre como proceder em caso de enxames urbanos, destacando a importância de não provocar os insetos e acionar imediatamente os órgãos competentes.








