Caiado promete redução da taxa de juros pela metade durante evento em Goiás
Caiado afirma que, se eleito, reduzirá a Selic de 14% para 7% e promoverá reforma no Judiciário com idade mínima de 60 anos e indicação de quatro mulheres ao Supremo.

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Durante um encontro com lideranças regionais e simpatizantes realizado na manhã desta sexta-feira em Aparecida de Goiânia, o candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) retomou o tema da taxa de juros como ponto central de seu plano de governo. cercado por apoiadores que carregavam bandeiras do PSD e de movimentos do agronegócio, Caiado disse que a redução da Selic é essencial para alavantar o crédito produtivo e reduzir o custo de vida da população.
Promessa de corte na Selic
Caiado afirmou que, caso seja eleito, pretende levar a taxa Selic de 14% para 7%, ou seja, reduzir pela metade o encargo que hoje pesa sobre empréstimos e financiamentos. Ele explicou que a meta anterior de 6% foi revisada para a faixa entre 7% e 8% após análises conjuntas com sua equipe econômica, que apontaram a necessidade de um ajuste fiscal mais gradual para evitar choques inflacionários. Segundo o candidato, o corte seria consequente de um pacote que inclui controle rigoroso de gastos públicos, reforma tributária que simplifique a cobrança de impostos e um programa de incentivos à produção que aumente a oferta de bens e serviços, gerando maior concorrência e pressionando os preços para baixo.
Reforma do Judiciário e indicação de mulheres
Sobre o Supremo Tribunal Federal, o ex-governador de Goiás classificou como 'inadmissível' a permanência do ministro Alexandre de Moraes na Corte e anunciou que, se eleito, promoverá uma reforma que estabeleça idade mínima de 60 anos para a entrada no Supremo e uma quarentena após a aposentadoria compulsória aos 75 anos. Caiado acrescentou que a proposta também prevê um critério de desempenho baseado em processos julgarados e em avaliação de impacto social das decisões, visando aumentar a transparência da Corte. Quanto à composição da casa, ele reiterou a intenção de indicar quatro mulheres para ocupar vagas no tribunal, destacando que, além da vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, haverá mais três posições disponíveis nos próximos quatro anos devido a aposentadorias e possível renúncia de ministros.
O candidato finalizou dizendo que nunca viu as mulheres que já passaram pelo Supremo constrangirem o Brasil com situações parecidas com as que vivemos hoje, reforçando que a presença feminina seria um fator de equilíbrio e credibilidade para a instituição. Ele citou exemplos de juízas que, em outras cortes do país, têm promovido decisões que fortaleceram a proteção de direitos fundamentais e o combate à corrupção. Segundo Caiado, a inclusão de mais mulheres no STF não apenas atenderia a uma demanda de representatividade, mas também contribuiria para um julgamento mais isento e sensível às diversas realidades da sociedade brasileira.







