TSE atribui falha de áudio em propaganda de Flávio Bolsonaro a problema técnico no Pool de Mídias
O Tribunal Superior Eleitoral informou que a ausência de som na propaganda eleitoral do candidato Flávio Bolsonaro foi causada por uma falha no carregamento dos arquivos de áudio no Pool de Mídias, que centraliza e distribui o material para exibição.

Divulgação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a falha de áudio na exibição da propaganda eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ocorrida na tarde desta segunda-feira (12), foi resultado de um problema técnico no Pool de Mídias. Este pool é uma estrutura formada pelas emissoras de televisão e pela própria Corte, com o objetivo de centralizar e distribuir o conteúdo da propaganda eleitoral gratuita.
Falha técnica impediu áudio em peça publicitária
Segundo o TSE, os arquivos de áudio das duas propagandas em bloco destinadas ao cargo de Presidente da República, previstas para serem exibidas por volta das 13h, não foram carregados corretamente durante o processo de finalização das mídias. Essa falha resultou na transmissão da primeira peça, de Flávio Bolsonaro, sem som. A Corte assegurou que o problema foi identificado e corrigido a tempo da exibição da segunda propaganda, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi transmitida com o áudio adequado.
Propaganda será reexibida após correção
O Tribunal Superior Eleitoral confirmou que o arquivo da propaganda de Flávio Bolsonaro foi devidamente corrigido e que a peça será reexibida conforme as normas estabelecidas pela Resolução 23.776 de 2026, que regulamenta a propaganda eleitoral. A EBC (Empresa Brasil de Comunicação) também se pronunciou sobre o incidente, indicando que a falha afetou todas as emissoras responsáveis pela transmissão do horário eleitoral gratuito. A empresa ressaltou que a operação de exibição da propaganda presidencial é de responsabilidade do pool de emissoras, organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
Investigação sobre a causa da falha
A EBC, em sua manifestação, detalhou que a exibição da propaganda presidencial na data em questão estava sob a responsabilidade de outra empresa integrante do pool de emissoras, buscando refutar qualquer imputação de responsabilidade direta. A empresa aguarda um pronunciamento da Abert sobre as causas exatas da ocorrência. Antes das declarações oficiais, Flávio Bolsonaro havia divulgado um vídeo expressando indignação com o ocorrido, afirmando que sua campanha não seria silenciada.
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