Trump comenta saída de Harry e Meghan dos EUA e critica atuação do casal
O presidente americano reafirmou sua antipatia pelo príncipe Harry e Meghan Markle, classificando a atuação do casal como desrespeitosa à família real britânica e sugerindo que não os aceitaria de volta como membros ativos da realeza.

Em meio a um dos momentos mais delicados da relação entre a realeza britânica e a imprensa internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, externou sua satisfação com a decisão de Harry, príncipe de Gales, e Meghan Markle, duquesa de Sussex, de deixarem os Estados Unidos e retornarem ao Reino Unido. Em declaração ao Salão Oval, Trump foi categórico ao afirmar que nunca foi simpatizante do casal, destacando o que considera uma postura desrespeitosa perante a monarquia britânica.
"Eu não era fã", declarou o mandatário, respondendo a questionamentos de jornalistas sobre a mudança do casal para Londres. A decisão de Harry e Meghan de se afastarem das funções oficiais da realeza em janeiro de 2020 já havia gerado ondas de repercussão global, especialmente após a entrevista à Oprah Winfrey, onde Meghan revelou episódios de solidão e sofrimento dentro do ambiente palaciano, chegando a admitir que, em determinado momento, "não queria mais viver".
As críticas de Trump não pouparam a duquesa, que, em 2021, publicou um depoimento ainda mais contundente em seu livro de memórias, *Spare*, no qual o príncipe acusou membros da família real de negligência e pressões psicológicas. "Não gostei da maneira como ela agiu. Achei que foi extremamente desrespeitosa com a rainha e com o rei Charles", afirmou o presidente, reforçando que, na condição de membro da realeza, não teria acolhido o casal novamente como figuras ativas.
A saída de Harry e Meghan dos EUA, após seis anos na Califórnia, marca o fim de um ciclo controverso, no qual o casal optou por trilhar um caminho independente, longe dos holofotes oficiais — ainda que mantendo certo grau de influência pública. O retorno ao Reino Unido, entretanto, não sinaliza um retorno às funções reais, conforme confirmado por fontes próximas à coroa britânica, que enfatizam o caráter privado da mudança.



