Trump anuncia fim breve dos ataques ao Irã após nova ofensiva
Washington justifica ação militar no Estreito de Ormuz e ameaça Teerã com mais retaliações, enquanto a região registra escalada de tensões nucleares e territoriais.

O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (2) que a campanha militar norte-americana contra o Irã terá duração limitada, após a mais intensa troca de hostilidades entre os dois países desde julho. Em declaração ao Salão Oval, o líder republicano afirmou que os recentes ataques, que incluem a destruição de um foguete iraniano com capacidade para transportar minas, foram necessários para desmantelar um novo sistema de armamentos desenvolvido por Teerã.
Segundo Trump, os equipamentos neutralizados — alguns com funções defensivas, outros ofensivas — estavam sendo construídos ao longo do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. "Desmantelamos todo o novo equipamento que eles tentaram construir. Foi um ataque muito pesado ontem à noite, e estamos preparados para agir novamente a qualquer momento", declarou, sem especificar o caráter iminente de novas operações.
A ofensiva americana, iniciada na terça-feira (1°), provocou reação imediata do regime iraniano, que retaliou atacando alvos nos territórios da Jordânia, Bahrein e Kuwait. A medida violou o alerta prévio de Trump, que havia ameaçado Teerã com "ataques maiores" caso optasse pela via da retaliação. O presidente, no entanto, manteve o tom de justificativa, classificando as ações como "legítimas" e fundamentadas na suposta ameaça representada pelo programa nuclear e militar iraniano.
A escalada ocorre em um contexto de crescente instabilidade regional, onde as tensões entre Washington e Teerã já haviam resultado em confrontos diretos em julho. Analistas internacionais apontam que a estratégia americana pode buscar, além do enfraquecimento militar iraniano, a redução da influência do país no Golfo Pérsico, região crítica para a segurança energética global.



