Sindicato dos diplomatas cobra candidatos à Presidência sobre orçamento e modernização do Itamaraty
Em carta aberta, o Sinditamaraty exige compromissos formais dos presidenciáveis para garantir recursos adequados, pagamento de verbas e atualização da legislação que rege o Serviço Exterior Brasileiro, apontando que restrições orçamentárias e atrasos em pagamentos comprometem a atuação da diplomacia nacional.

Divulgação
O Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty) formalizou um pedido aos candidatos à Presidência da República, apresentando uma carta aberta com pautas cruciais para o futuro da diplomacia brasileira. O documento, divulgado nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, aborda a necessidade de um orçamento compatível com as responsabilidades do Itamaraty, o pagamento pontual de todas as verbas devidas aos servidores e a modernização da legislação que rege o Serviço Exterior Brasileiro (SEB).
Demandas por um Itamaraty fortalecido
A entidade sindical busca compromissos formais das candidaturas para que as questões levantadas sejam incorporadas aos programas de governo e, efetivamente, concretizadas após o encerramento do processo eleitoral. As propostas do Sinditamaraty incluem a instituição de sistemas de promoção e progressão na carreira com critérios objetivos, além da atualização do rol de atribuições, da remuneração e das regras de movimentação de pessoal. Essas medidas visam aprimorar a gestão e a eficiência do corpo diplomático.
Restrições orçamentárias e impacto na atuação internacional
Um dos pontos centrais da carta é a crítica às severas restrições orçamentárias que o Itamaraty tem enfrentado. Segundo o sindicato, essa limitação orçamentária compromete diretamente a manutenção da estrutura do ministério, tanto em sua sede no Brasil quanto nos mais de 220 postos diplomáticos espalhados pelo mundo. A situação é agravada pelo fato de que uma parcela significativa das despesas operacionais da pasta está atrelada à cotação do dólar norte-americano, o que intensifica o impacto dos cortes orçamentários.
Atrasos em pagamentos e ilegalidade percebida
Além das questões orçamentárias, o Sinditamaraty denuncia atrasos constantes no pagamento de diárias, ajudas de custo e auxílio-moradia no exterior. A entidade classifica o descumprimento sistemático desses repasses como uma ilegalidade, uma vez que as verbas possuem caráter indenizatório e são, por lei, obrigatórias. Gabriela Perfeito, presidente do Sinditamaraty, destacou a importância de as candidaturas apresentarem suas posições sobre o futuro do Ministério das Relações Exteriores, clamando por um compromisso firme com uma política orçamentária realista, o pagamento regular e tempestivo de todas as verbas e a efetiva modernização da legislação do SEB.
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