Senador Rodrigo Pacheco assume vaga no TCU após aprovação da Câmara
Indicado por Davi Alcolumbre e já aprovado pelo Senado, Pacheco ocupará a cadeira deixada por Bruno Dantas na Corte de Contas.

Em decisão histórica, a Câmara dos Deputados referendou nesta quarta-feira (2) a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU), com 404 votos favoráveis e 61 contrários. A aprovação, obtida em votação secreta, encerra o processo de indicação que já havia sido chancelado pelo Senado Federal na última terça (1º), por 63 votos a 4, consolidando a entrada de Pacheco na Corte de Contas.
A vaga no TCU surgiu com a renúncia do ministro Bruno Dantas, cuja saída foi oficializada na mesma segunda-feira (31) em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), formalizou a indicação de Pacheco. O relator da matéria na Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), destacou em parecer a trajetória do senador mineiro, sublinhando sua "moderação, busca pelo consenso e compromisso irredutível com as instituições democráticas".
No documento, Neves afirmou que a conduta de Pacheco ao longo de sua carreira política demonstra "inegável espírito público, compromisso cívico e lealdade à Constituição Federal", recomendando unanimemente sua aprovação para integrar o colegiado de ministros do TCU. A composição da Corte de Contas, tradicionalmente dividida entre indicações parlamentares e presidenciais, agora contará com seis nomes oriundos do Parlamento e três do Executivo.
A trajetória de Pacheco rumo ao TCU não foi linear. Em momentos anteriores, seu nome circulou como alternativa para o Supremo Tribunal Federal, mas a vaga acabou preenchida por Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e posteriormente rejeitado pelo Senado. Além disso, Pacheco também recusou convite para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições estaduais, decisão que reforça sua permanência no cenário político nacional como figura de articulação institucional.



