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Política

Senador cobra resposta de Alcolumbre sobre impeachment de ministros do STF

Davi Alcolumbre se reunirá com líderes partidários para discutir pedidos de afastamento de magistrados, após pressão crescente no Senado. Parlamentares denunciam omissão da Casa em relação às provocações contra o Supremo.

Roberto·
Senador cobra resposta de Alcolumbre sobre impeachment de ministros do STF

O senador Carlos Viana (PSD-MG) intensificou nesta quarta-feira (2) as cobranças ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que se posicione sobre os mais de 109 pedidos de impeachment protocolados contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sob sua gestão. Em coletiva de imprensa, Viana — autor de um dos requerimentos recentes — afirmou que Alcolumbre se reunirá ainda hoje com líderes partidários para definir uma resposta às críticas de parlamentares de oposição, que acusam o Senado de omissão deliberada.

Viana não poupou críticas à postura de Alcolumbre, classificando como "silêncio de omissão absurdo" a falta de posicionamento formal sobre os processos. "Quem não quer investigar está lá na mesa do Senado, e o ônus político é dele", declarou, destacando que muitos colegas compartilham da mesma indignação, mas evitam se expor publicamente. Segundo o senador, a ausência de respostas concretas alimenta a desconfiança sobre os verdadeiros interesses por trás da relutância em apurar supostas irregularidades no STF.

Na véspera, Alcolumbre já havia se manifestado publicamente ao deixar o Congresso, classificando como "anormal" o volume de pedidos de afastamento contra apenas dez ministros do Supremo. A declaração ganhou contornos ainda mais tensos após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que trouxe à tona conversas privadas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e uma pessoa cujo contato no celular estava salvo como "Alexandre de Moraes". As mensagens, segundo parlamentares, sugeriam até mesmo a possibilidade de fuga do país para evitar prisões.

O ministro Alexandre de Moraes, alvo de dois novos pedidos de impeachment protocolados na terça-feira (1) — um deles pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) —, volta a ser foco de controvérsias. Os pedidos se baseiam, entre outros pontos, no acesso de Moraes a um contrato de R$ 131 milhões firmado entre Vorcaro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, descoberto durante as investigações. Parlamentares da oposição também incluíram o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em novos requerimentos, acusando-o de atuar em prol da anulação do relatório da PF que expôs as irregularidades.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) foi além ao pedir o afastamento temporário de Gonet, alegando que o parecer favorável à nulidade do documento da PF configura obstrução da Justiça. A escalada de pressões contra o STF e a PGR reflete a crescente polarização no Congresso, onde setores da oposição buscam transformar as denúncias em munição política para desgastar o governo e os ministros do Supremo.

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