Senado abre consulta pública sobre Mp que proíbe apostas online e esportivas
Medida provisória assinada pelo presidente Lula que bane cassinos online e plataformas de apostas esportivas está sob análise do Senado, com consulta pública recebendo mais de 150 mil votos até o momento.

Divulgação
O Senado Federal deu início a uma consulta pública sobre a recente medida provisória que visa proibir a operação de plataformas de apostas online e esportivas no país. A iniciativa, que busca regulamentar e, em grande parte, restringir o setor, já mobilizou um número expressivo de cidadãos, com mais de 150 mil votos registrados até o último domingo. A participação popular demonstra o interesse e a relevância do tema para a sociedade brasileira.
Apoio à suspensão das apostas lidera votação
Os resultados parciais da consulta pública indicam uma inclinação majoritária em favor da medida provisória. Até o momento, a posição que apoia a suspensão das operações de apostas reuniu 92.408 votos, o que representa cerca de 60% do total. Em contrapartida, os votos contrários à proibição somam 61.300, correspondendo a 40% dos participantes. Essa dinâmica de votação será um dos elementos considerados pelos parlamentares na análise da MP.
Mecanismo de participação e abrangência da MP
A consulta pública está sendo realizada por meio da plataforma e-Cidadania, vinculada às contas do gov.br, garantindo um processo de participação digital e seguro. A medida provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não se limita apenas às apostas esportivas, mas também abrange o banimento de cassinos online, como o popular "Tigrinho". A MP estabelece um prazo até 5 de outubro para que os saldos dos apostadores sejam liberados para saque, e as publicidades e patrocínios de casas de apostas sejam removidos do ambiente físico e digital.
Fiscalização e destinação de recursos
Para garantir o cumprimento da medida, o governo anunciou o reforço nas ações de fiscalização, com a derrubada de sites ilegais em colaboração com a Anatel e as lojas de aplicativos. A MP prevê a proibição de transferências bancárias para atividades de apostas, a varredura automática de sites e aplicativos para identificar e bloquear plataformas irregulares, e o bloqueio de contas bancárias utilizadas ilegalmente. Adicionalmente, a Advocacia Geral da União buscará a expropriação de recursos de apostas ilegais para serem destinados à segurança pública, evidenciando um esforço multifacetado para coibir a prática e reverter seus eventuais impactos negativos.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








