Saiba quem indicou cada ministro do STF e quando eles deixam a Corte
O artigo detalha as indicações dos ministros do Supremo Tribunal Federal, apontando Lula como presidente com mais nomes na Corte, mostra a crise entre Moraes e Mendonça e lista as datas previstas de aposentadoria de cada integrante.

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O Supremo Tribunal Federal conta atualmente com dez ministros em atividade, cujos mandados variam entre 2028 e 2050. Embora a posse seja vitalícia, a Constituição estabelece a aposentadoria compulsória aos 75 anos, regra que vale para todos os tribunais superiores e para a magistratura federal.
Quem indicou cada ministro
Dos dez membros, quatro foram indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Os demais têm origem em outras gestões: dois vêm dos governos de Michel Temer, dois de Jair Bolsonaro e um da era Dilma Rousseff.
Crise e tensões entre Moraes e Mendonça
Nos últimos dias, a relação entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça ficou ainda mais tóxica após a divulgação de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. As trocas expuseram proximidades que geraram um embate sobre a condução de investigações, com a PGR pedindo a nulidade de atos de Mendonça e Moraes solicitando a abertura de um inquérito contra o colega no âmbito das fake news.
Quando cada ministro deixa a Corte
O ministro Luiz Fux, aos 73 anos, será o primeiro a deixar a Corte, em 2028. Em seguida, Cármen Lúcia se aposenta em 2029 e Gilmar Mendes em 2030. Do outro lado do espectro, Cristiano Zanin, com 50 anos, permanecerá até 2050; Alexandre de Moraes tem previsão de saída em 2043, enquanto Nunes Marques e André Mendonça devem se retirar em 2047.
Regra de aposentadoria no STF
No Supremo, o mandato é vitalício, porém a Constituição impõe a aposentadoria obrigatória aos 75 anos. Os ministros podem antecipar esse momento por decisão pessoal, mas só perdem o cargo também em caso de processo de perda de função por crime de responsabilidade, situação que raramente chega a julgamento e aprovação do Senado.








