Presidente da Oab-rs defende o afastamento de Moraes
Leonardo Lamachia, presidente da OAB-RS, pediu o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral Paulo Gonet, citando crise institucional e falta de isenção nas investigações do caso Banco Master.

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Crise institucional segundo a OAB-RS
Em vídeo divulgado no sábado (5.set.2026), Leonardo Lamachia classificou a situação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes como "a maior crise institucional desde a redemocratização". Segundo ele, a eventual abertura de investigação sobre a atuação do ministro no caso Banco Master justificaria um afastamento cautelar, respeitando o devido processo legal e a transparência total diante de todas as autoridades envolvidas.
Pedido de afastamento de Moraes e Gonet
Lamachia afirmou que, caso seja instaurada a investigação, o ministro do STF deve ser afastado de suas funções até que sejam apurados os fatos. Além disso, defendeu o imediato afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, alegando que ele foi citado em relatório da Polícia Federal e, portanto, não possui a isenção necessária para conduzir as apurações.
Transparência e rito legal
A OAB-RS sustentou que o plenário do Supremo Tribunal Federal deve se reunir para autorizar a abertura da investigação e, somente depois, deliberar sobre o eventual afastamento cautelar de Moraes. A entidade ressaltou que não deve haver espaço para soluções meramente corporativas ou para um encerramento prematuro da controvérsia, destacando a necessidade de seguir o rito processual com total transparência.
Contexto do Banco Master
O ministro Alexandre de Moraes voltou ao centro das atenções após a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, ter revelado mensagens trocadas entre ele e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O material, anteriormente sigiloso, foi tornado público após o ministro André Mendonça derrubar o sigilo. Lamachia lembrou que nenhum integrante do STF deve ser considerado acima da lei e que o inquérito das fake news, que considera ilegal e inconstitucional, deveria já ter sido encerrado.








