Internautas ironizam comício de Lula em frente à Casas Bahia
Internautas ironizaram o comício do presidente Lula em frente a uma loja da Casas Bahia, relacionando o evento ao pedido de recuperação judicial da varejista e aos seus prejuízos bilionários. A empresa busca reestruturar dívidas de R$ 17,3 bilhões após fechar quase 300 lojas e demitir milhares de trabalhadores.

Divulgação
Na manhã de sábado, 5 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou um ato de campanha em frente a uma loja da Casas Bahia, situada em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. A imagem do presidente ao lado da placa da varejista rapidamente se espalhou nas redes sociais, provocando uma onda de comentários irônicos por parte de usuários do X.
Comício e repercussão nas redes
Internautas associaram o momento ao recente pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, que acumula prejuízos superiores a R$ 10 bilhões somente no segundo trimestre de 2026 e perdeu mais de R$ 11 bilhões no ano. Um dos primeiros posts destacou a contradição de fazer um comício solicitando mais quatro anos de governo exatamente diante de uma empresa que, segundo eles, teria sido afetada pelas políticas do atual mandatário. Outras publicações seguiram a mesma linha, afirmando que o presidente seria responsável pelo fechamento de quase 300 lojas e pela demissão de milhares de trabalhadores.
Situação financeira da Casas Bahia
Segundo o balanço divulgado pela empresa, o prejuízo líquido do segundo trimestre chegou a R$ 10,1 bilhões, enquanto o resultado negativo acumulado em 2026 atingiu R$ 11,2 bilhões. Diante desse cenário, a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial em 16 de agosto, buscando reestruturar dívidas que somam R$ 17,3 bilhões. O pedido ainda aguarda decisão definitiva da Justiça de São Paulo, que, em 19 de agosto, determinou a realização de uma perícia prévia para avaliar a situação financeira e operacional da companhia.
Decisão judicial e impactos trabalhistas
Como parte da segunda fase de seu plano de transformação, a varejista anunciou o fechamento de 298 lojas e uma nova rodada de cortes no quadro de funcionários. Entre 13 e 17 de agosto, aproximadamente 1,9 mil empregados foram notificados sobre demissões coletivas, embora a Justiça do Trabalho tenha suspendido provisoriamente esses desligamentos até que seja analisada a legalidade do processo. A medida gerou preocupação entre sindicatos e trabalhadores, que temem perdas de renda em um contexto já marcado pela alta de desemprego no setor varejista.
Enquanto o debate político segue aquecido nas redes, o futuro da Casas Bahia depende do julgamento do pedido de recuperação judicial e das negociações com credores. O episódio ilustra como eventos de campanha podem se intertwine com notícias econômicas, gerando interpretações diversas que refletem a polarização atual da sociedade brasileira.








