Pavanato chama Haddad de “demitido” e recebe tapinha no rosto após debate
Interação inusitada ocorreu após confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band. Deputado criticou ex-ministro da Fazenda, que minimizou a troca de farpas.

Divulgação
Uma interação peculiar marcou os bastidores após o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na noite desta quinta-feira. O deputado Lucas Pavanato (PL-SP) provocou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP), referindo-se a ele de forma jocosa como “Taxad” e “demitido”. Em resposta, Haddad, em um gesto que buscou desarmar a tensão, deu tapinhas no rosto do parlamentar.
Pavanato não parou por aí e, em seguida, declarou que Haddad havia “perdido” a disputa pelo governo de São Paulo para Tarcísio de Freitas, chamando-o também de “tonto”. Questionado por Pavanato se Haddad o havia agredido fisicamente, o ex-ministro minimizou a situação, respondendo com um “Imagina, carinho”, buscando demonstrar que a troca de palavras não escalou para um conflito físico.
O debate na Band
O confronto televisivo na Band, realizado em São Paulo, foi o primeiro embate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Com duração prevista de duas horas e mediação dos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, o debate foi estruturado em três blocos. O primeiro bloco incluiu perguntas dos mediadores e um confronto direto de 30 minutos, com 15 minutos de tempo livre para cada candidato. Os blocos seguintes foram dedicados a perguntas dos jornalistas e a rodadas de questionamentos entre os próprios candidatos, com direito a resposta, réplica e tréplica, culminando nas considerações finais.
Cenário das pesquisas
As pesquisas de intenção de voto para o segundo turno, compiladas pelo Poder360, indicavam uma disputa acirrada. Em 11 dos 13 levantamentos mais recentes, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente de Lula. Apenas um estudo colocava o petista em vantagem. A pesquisa mais recente divulgada pelo PoderData/Aya apontava um empate técnico entre os candidatos, com ambos obtendo 50% dos votos válidos. A análise dessas pesquisas considerava os votos válidos e incluía levantamentos realizados entre os dias 3 e 17 de outubro, antecedendo o segundo turno marcado para 25 de outubro.
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