Padilha rebate Flávio Bolsonaro sobre gestão da saúde e hospitais federais do Rio
Ministro da Saúde critica o senador em relação a suspeitas de desvios na pandemia e a administração de unidades de saúde no Rio de Janeiro.

Divulgação
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, utilizou suas redes sociais neste domingo (18.out.2026) para rebater o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a gestão da saúde durante o governo anterior e a situação dos hospitais federais no Rio de Janeiro. As declarações surgiram em meio ao debate presidencial promovido pela Band, onde o senador admitiu falhas na área durante a administração de seu pai, Jair Bolsonaro.
Críticas à gestão e suspeitas de desvios
Padilha levantou suspeitas de desvios de verbas na área da saúde que ultrapassariam a marca de R$ 100 milhões durante o período da pandemia. O ministro traçou um paralelo entre a atuação de Flávio Bolsonaro na área e o desempenho do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. Essa comparação visa a associar a gestão passada a práticas questionáveis e ineficientes, gerando desconfiança sobre propostas futuras.
Situação dos hospitais federais do Rio em foco
Um dos pontos mais polêmicos abordados foi a situação dos hospitais federais do Rio de Janeiro. Durante o debate, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou Flávio Bolsonaro de supostamente cobrar pedágio de funcionários para o uso de estacionamento em uma unidade hospitalar. O senador reagiu veementemente, negando as acusações e classificando-as como mentiras. Padilha, em sua publicação, detalhou relatos de trabalhadores do Hospital Federal Cardoso Fontes, que apontariam para cobranças ilegais a pacientes e funcionários para acesso a vagas de estacionamento. Além disso, o ministro mencionou a indicação de pessoas próximas ao senador para cargos de direção, a alta porcentagem de contratos sem licitação e o afastamento de gestores que se opunham a essas indicações.
Contexto do debate e cenário eleitoral
As trocas de farpas entre o ministro e o senador ocorrem em um momento crucial da campanha eleitoral, com o segundo turno se aproximando. O debate na Band representou o primeiro confronto direto entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, com duração prevista de duas horas e mediação de jornalistas renomados. A dinâmica do debate incluiu blocos com perguntas dos mediadores, confronto direto entre os candidatos, questionamentos entre eles e considerações finais. O cenário eleitoral, segundo pesquisas recentes, aponta para uma disputa acirrada, com ambos os candidatos buscando consolidar suas bases e atrair eleitores indecisos.
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