Onde estão as figuras-chave do 11 de setembro de 2001
Vinte e cinco anos após os atentados que mataram quase 3 mil pessoas, os Estados Unidos seguem marcados pelas consequências políticas, militares e sociais daquele dia. Enquanto líderes da Al-Qaeda morreram ou desapareceram, nomes que estavam fora do poder em 2001 ocupam hoje cargos centrais no governo norte-americano.

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Os Estados Unidos relembram nesta sexta-feira (11), em 2026, os 25 anos dos atentados de 11 de setembro, que deixaram quase 3 mil mortos e alteraram profundamente a política externa e os mecanismos de segurança do país. Naquela manhã, 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais e transformaram símbolos do poder econômico e militar norte-americano em alvos de um ataque sem precedentes.
Os quatro aviões e a resistência no último voo
Dois aviões atingiram as torres do World Trade Center, em Nova York, provocando o desabamento dos edifícios. Um terceiro colidiu contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa, na região de Washington. O quarto avião caiu em um campo na Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave e impedir os terroristas de alcançar o alvo previsto.
De fora do poder à liderança do governo americano
Entre as figuras que ganharam destaque ao longo dos anos, Donald Trump era, em 2001, empresário dos setores imobiliário e da construção civil. Um quarto de século depois, comanda a Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. Marco Rubio, atualmente secretário de Estado, atuava como deputado estadual na Flórida quando os atentados aconteceram.
J. D. Vance, hoje vice-presidente, era estudante da Middletown High School, em Ohio. Pete Hegseth, atual secretário de Defesa, cursava a Universidade de Princeton, em Nova Jersey. As trajetórias mostram como o 11 de setembro também marcou a formação política de uma geração que, anos depois, assumiria funções decisivas na condução do país.
A Guerra ao Terror e a invasão do Afeganistão
O governo de George W. Bush respondeu aos ataques com uma ampla reorganização da segurança interna e uma expansão da atuação militar no exterior. A chamada Guerra ao Terror levou os Estados Unidos a invadir o Afeganistão em outubro de 2001, com o objetivo de derrubar o regime do Talibã, que havia oferecido abrigo a Osama bin Laden e à Al-Qaeda.
O destino do principal líder da Al-Qaeda
Bin Laden foi apontado como o principal articulador dos atentados e permaneceu foragido por quase dez anos. Foi localizado e morto por forças norte-americanas no Paquistão, em maio de 2011. Embora a Al-Qaeda tenha perdido líderes e parte de sua estrutura original, o extremismo jihadista continuou influenciando conflitos e políticas de segurança nas décadas seguintes.
Vinte e cinco anos depois, o legado do 11 de setembro permanece presente em aeroportos, serviços de inteligência, operações militares e debates sobre liberdade, vigilância e segurança nacional. Para os Estados Unidos, a data continua sendo um marco histórico que redefine a relação entre memória, poder e os desafios impostos pelo terrorismo internacional.
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