Observadores internacionais acompanham votação em Brasília e reforçam confiança no processo eleitoral brasileiro
Representantes de 26 países estiveram no Distrito Federal para acompanhar diversas etapas do 1º turno das eleições, desde a zerésima até a transmissão de resultados, destacando a transparência e a eficácia do sistema eleitoral brasileiro.

Divulgação
Na última eleição de primeiro turno, representantes de 26 nações estiveram presentes no Distrito Federal para testemunhar de perto diferentes fases do processo eleitoral. Acompanharam desde a impressão da zerésima, um procedimento que atesta a ausência de votos pré-registrados, até a emissão do Boletim de Urna (BU) e a subsequente transmissão dos resultados. Essa participação internacional, promovida pela Justiça Eleitoral desde 2010, visa fortalecer a confiança e a transparência dos pleitos democráticos.
Participação e segurança democrática
Um total de 62 convidados, representando países da Ásia, África, Américas e Europa, integrou o Programa de Convidados Internacionais. No Liceu Francês François Mitterrand, localizado no Lago Sul de Brasília, o grupo pôde observar o encerramento da votação na seção 417. Pouco após o fechamento das urnas, o presidente da mesa receptora emitiu o Boletim de Urna, documento essencial que detalha os votos recebidos por cada candidato. Uma cópia foi afixada na parte externa da seção, garantindo acesso público à informação.
A segurança do eleitor e a agilidade dos resultados
A entrega de uma cópia do Boletim de Urna ao eleitor, como ocorreu com o médico Leonardo Barros de Oliveira, de 27 anos, foi apontada como um fator de grande segurança. Ele expressou que o procedimento reforçou sua confiança na urna eletrônica e no processo eleitoral como um todo. Em seguida, a mídia com os dados da votação foi retirada da urna e os resultados criptografados foram transmitidos ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) através de um sistema seguro desenvolvido pela própria Justiça Eleitoral. A presidente da Associação de Magistradas Eleitorais das Américas (AMEA), Mónica Soto, ressaltou que o sistema eleitoral brasileiro é um modelo de eficácia e rapidez, contribuindo para a cultura de segurança democrática na América Latina.
Transparência desde o início da votação
A observação internacional não se limitou ao encerramento da votação. Pela manhã, os convidados foram divididos em grupos para acompanhar a impressão da zerésima e o início dos trabalhos em diversas seções eleitorais em Brasília. O analista de programas eleitorais do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea), Nicolas Alejandro, destacou a importância de presenciar na prática as etapas de preparação e abertura das seções, além do acesso à informação para o eleitor. O Teste de Integridade, realizado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também foi acompanhado, com explicações detalhadas sobre o procedimento e a auditoria. A investigadora espanhola Catalina Salgado elogiou a publicidade e a possibilidade de acompanhamento social do teste, reforçando a transparência do processo.
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