Governador da Bahia e senadores baianos se reúnem com Lula para definir estratégia de 2º turno
Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner buscam alinhar ações com o presidente para a reta final da campanha presidencial.

Divulgação
O cenário político nacional ganha contornos de articulação intensa nesta segunda-feira (5), com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmando um encontro estratégico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reunião, que também contará com a presença dos senadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), ambos eleitos pelo estado nordestino, tem como objetivo principal traçar as diretrizes para o segundo turno das eleições presidenciais. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Metropole, evidenciando a importância do alinhamento entre as lideranças petistas para a campanha.
Estratégia para o segundo turno em pauta
Jerônimo Rodrigues, que garantiu sua reeleição no primeiro turno com expressivos 55,80% dos votos válidos, destacou a necessidade de seguir a orientação do presidente. "Vamos hoje lá, saber qual é a determinação dele, porque é a vontade dele. Ele é o candidato. E eu penso que Rui e Wagner podem dar uma contribuição nacional muito grande, pela experiência e pelo lugar que vivenciaram", afirmou o governador logo após sua vitória. A fala sublinha a confiança na liderança de Lula e a disposição dos parlamentares baianos em somar esforços em âmbito nacional.
Disputa presidencial acirrada e menor diferença histórica
A eleição presidencial deste ano se encaminha para um segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença entre os dois candidatos, de acordo com os resultados do primeiro turno, é a menor registrada desde 1989, com 47,03% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 45,16% para Lula. Essa proximidade eleitoral intensifica a necessidade de mobilização e de busca por novos apoios, tornando a reunião em Brasília um ponto crucial para a definição dos próximos passos da campanha petista.
PT busca ampliar apoio e mobilizar eleitores
Diante do cenário de disputa apertada, o Partido dos Trabalhadores (PT) já sinaliza que buscará dialogar com lideranças de outros partidos e com os eleitores que não votaram em nenhum dos candidatos no primeiro turno. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou a diferença percentual entre os candidatos, mas reconheceu a necessidade de atrair o eleitorado. A campanha prevê um apelo especial aos quase 39,1 milhões de eleitores que se abstiveram, votaram em branco ou anularam seus votos. A declaração de Lula sobre ser "muito bom no mata-mata" reforça a confiança na capacidade de virada e na força da campanha no período decisivo.
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