Nunes Marques acompanha ações para eleitores indígenas em Roraima
Presidente do TSE visitou a comunidade Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, para conhecer demandas locais e participar de atividades de orientação eleitoral.

Divulgação
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, visitou na sexta-feira (11) a comunidade Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. A agenda acompanhou ações voltadas à participação de eleitores indígenas e buscou aproximar a Justiça Eleitoral de comunidades localizadas em áreas de difícil acesso.
Escuta de demandas na comunidade Maturuca
Maturuca fica a mais de 300 quilômetros de Boa Vista. Lideranças, mulheres, jovens e famílias se reuniram no malocão principal para apresentar demandas e discutir desafios relacionados ao acesso aos serviços eleitorais. Nunes Marques também conheceu o trabalho da Ouvidoria dos Povos Indígenas, criada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima para receber e encaminhar manifestações sobre a participação indígena nas eleições.
As mulheres participaram de uma capacitação sobre o funcionamento da votação e o acesso à informação eleitoral. A atividade havia sido solicitada pela própria comunidade. Jovens também participaram da programação, e o TRE-RR entregou computadores para a escola de informática de Maturuca.
A Justiça Eleitoral produziu uma cartilha em língua Macuxi com informações sobre direitos, serviços eleitorais e as etapas da votação. O material faz parte dos esforços para reduzir barreiras de comunicação e tornar as orientações mais adequadas à realidade dos povos que vivem na região.
Democracia precisa considerar diferentes culturas
Durante a visita, Nunes Marques destacou o projeto Mapa dos Silêncios, desenvolvido para identificar demandas de cidadãos cujas vozes ainda não chegaram com força ao debate eleitoral. “O nosso objetivo é aproximar o Tribunal Superior Eleitoral de vocês para ouvir suas percepções e conhecer de perto a realidade da comunidade”, afirmou.
O presidente do TSE ressaltou que a atuação da Justiça Eleitoral vai além da organização das votações. Para ele, é dever do Estado garantir que todos exerçam o direito de escolha com liberdade, segurança e dignidade. Nunes Marques também defendeu uma democracia capaz de reconhecer as diferentes culturas e formas de ver o país.
A agenda ocorre em um ano de recorde de candidaturas indígenas no Brasil, conforme levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. O crescimento da presença indígena nas disputas eleitorais amplia a importância de mecanismos de acesso à informação, registro de candidaturas e participação política.
Roraima concentra expressiva população indígena
Roraima tem 97.700 indígenas, cerca de 15% da população estadual, de acordo com o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No conjunto do país, a população indígena representa 0,8% dos habitantes. Na Raposa Serra do Sol vivem povos Macuxi, Wapichana, Ingarikó, Taurepang e Patamona.
A visita ocorre a menos de um mês do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O segundo turno, caso seja necessário nas disputas para presidente da República e governador, está previsto para 25 de outubro.
Eleitores testam urna em Boa Vista
Depois da agenda em Maturuca, Nunes Marques e o presidente do TRE-RR, desembargador Mozanildo Cavalcanti, participaram de uma votação simulada no Portal do Milênio, na Praça das Águas, em Boa Vista. Eleitores que passavam pelo local puderam utilizar a urna eletrônica e tirar dúvidas sobre o procedimento.
Nunes Marques recomendou que os eleitores levem uma “colinha” de papel com os nomes e números dos candidatos no dia da votação. Segundo ele, a anotação ajuda a preservar a memória e contribui para um voto mais tranquilo e consciente.
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