Nikolas Ferreira usa votação em presídios para criticar Lula e buscar eleitores indecisos
Deputado federal do PL apela para o voto de eleitores indecisos ao comparar a escolha de Lula com a de detentos em unidades prisionais, citando dados do TSE.

Divulgação
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, especificamente a expressiva votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seções eleitorais localizadas em presídios e unidades socioeducativas, como um argumento para influenciar eleitores indecisos. Ferreira direcionou sua mensagem a quem ainda não definiu seu voto, instigando-os a não escolher o mesmo candidato que, segundo ele, seria preferido por indivíduos que cometeram crimes, como o roubo de celulares.
Argumento baseado em dados eleitorais
A estratégia do parlamentar se fundamenta nos números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com os boletins de urna, Lula obteve 72,6% dos votos válidos nas 243 seções eleitorais instaladas em presídios e unidades socioeducativas durante o primeiro turno, totalizando 11.190 votos. Em contraste, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 23,3% dos votos nessas mesmas seções. Esses dados, apresentados pelo deputado, servem como base para sua argumentação direcionada ao eleitorado.
Esclarecimentos sobre o eleitorado em unidades prisionais
É importante ressaltar que os dados referentes às seções eleitorais em presídios e unidades socioeducativas não se restringem exclusivamente ao voto de pessoas presas com condenação definitiva. As seções em questão atendem a presos provisórios, ou seja, indivíduos que aguardam julgamento e ainda não possuem sentença criminal transitada em julgado. Além disso, adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de internação e estão habilitados pela Justiça Eleitoral também podem votar nesses locais. Contudo, presos condenados definitivamente têm seus direitos políticos suspensos, impedindo-os de votar.
Outros grupos que votam nessas seções
Adicionalmente, as seções eleitorais localizadas em estabelecimentos prisionais também recebem votos de outros grupos. Agentes penitenciários, policiais penais, demais servidores que atuam nessas unidades e mesários que solicitaram transferência temporária para exercer suas funções nesses locais também podem registrar seus votos nessas seções. Essa diversidade de eleitores, portanto, compõe o universo de votantes cujos resultados foram citados pelo deputado Nikolas Ferreira em sua comunicação política.
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