Ciro Nogueira insinua problema de saúde em Lula após declaração sobre sua carreira
Senador do PP-PI relata que ministro do governo petista teria atribuído fala de Lula sobre seu fim político a um "princípio de esclerose".

Divulgação
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) trouxe à tona neste domingo (11.out.2026) uma conversa com um ministro do governo federal, que teria se desculpado por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito de sua trajetória política. Segundo Nogueira, o ministro teria justificado a fala presidencial, que indicava o fim da carreira do senador, como um reflexo de um "princípio de esclerose" do chefe do executivo.
Ministro teria tentado amenizar declaração presidencial
Em sua conta na rede social X, Ciro Nogueira compartilhou o teor da conversa, afirmando que o ministro, após o presidente Lula ter dito que o senador teve sua carreira política "enterrada", entrou em contato para se retratar. "Sobre a fala do presidente Lula hoje na Paulista se referindo a mim, um ministro dele me ligou pra se desculpar e falou que é por conta do princípio de esclerose, acho que ele tem razão", escreveu o senador, endossando a justificativa apresentada.
Provocação ocorreu em ato de campanha em São Paulo
A declaração do presidente Lula, que gerou a reação de Ciro Nogueira, aconteceu durante um evento de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, ao apresentar o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), Lula afirmou que o aliado havia "enterrado a carreira política do Ciro Nogueira". A fala foi interpretada como uma alusão à derrota de Nogueira na disputa pela reeleição ao Senado.
Ciro Nogueira e o cenário político pós-eleição
Ciro Nogueira, que presidia o Progressistas e foi ministro da Casa Civil durante o governo de Jair Bolsonaro, não obteve sucesso em sua tentativa de reeleição ao Senado pelo Piauí em 4 de outubro. As duas vagas do estado foram conquistadas por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), ambos aliados do governador Rafael Fonteles, que foi reeleito em primeiro turno com expressiva votação. Atualmente, Nogueira tem defendido o apoio da federação União Progressista, composta por PP e União Brasil, à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
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