Mulher de Moraes volta a negar vínculo pessoal com Vorcaro após vídeo
Escritório de Viviane Barci de Moraes afirma que contratação de táxi aéreo obedece a critérios técnicos e nega relação pessoal com Daniel Vorcaro. Polícia Federal investiga contratos, mensagens e possível uso de aeronaves ligadas ao banqueiro.

Divulgação
O escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, voltou a negar vínculo pessoal com o banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorreu após a divulgação de imagens que mostram o ministro e a advogada desembarcando de um jato executivo ligado a empresas nas quais o fundo de Vorcaro tinha participação minoritária.
Vídeo reacende questionamentos sobre uso de aeronaves
As imagens foram gravadas em 22 de agosto de 2025 no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Elas registram o casal deixando um jato Legacy 650 pertencente à Fraction 024 e operado pela Prime Aviation. Ambas as empresas integravam a estrutura societária relacionada ao fundo de investimentos de Vorcaro, o que tornou o episódio alvo de novos questionamentos.
Em nota, o escritório afirmou que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas e que a escolha das aeronaves cabe às operadoras. A defesa sustenta que os voos seguem critérios técnicos e operacionais, sem envolvimento pessoal com proprietários de aeronaves. O escritório também negou ter contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation ou aquisição de cotas da empresa.
Polícia Federal investiga contratos e mensagens
A Polícia Federal apura uma possível relação comercial entre Vorcaro e o escritório da mulher de Moraes. Documentos examinados na investigação indicam a existência de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e a equipe de Viviane no início de 2024.
Relatórios também apontam a negociação de um segundo contrato, de R$ 50 milhões, envolvendo a Viking Participações, empresa de Vorcaro. A proposta previa o pagamento de R$ 40 milhões em ações de companhias detentoras de jatos e R$ 10 milhões como reembolso pelo uso de aeronaves. A versão final do acordo, datada de maio de 2025, porém, não menciona expressamente os aviões.
As investigações incluem mensagens trocadas em julho de 2025 entre Vorcaro e Marcos Matta, dono da Prime Aviation. Nas conversas, o banqueiro perguntou se Alexandre de Moraes e Viviane estavam utilizando os aviões e orientou o envio de materiais sobre o Legacy 650 à advogada. Matta teria informado que o contrato seria transferido para outra empresa do grupo e comentado o uso anterior de aeronaves e helicópteros.
Ministro mantém versão de que não voou em avião de Vorcaro
O gabinete de Alexandre de Moraes sustenta que o ministro nunca viajou em aeronaves de Vorcaro nem em sua companhia. A defesa de Viviane afirma que o escritório contratou serviços da Prime Aviation em ocasiões específicas, mas diz que o banqueiro e outros nomes citados nas investigações não estiveram presentes nos voos realizados com integrantes da equipe jurídica.
O caso ganhou nova dimensão após a quebra de sigilo de documentos da ação, que revelou negociações envolvendo empresas do banqueiro, a Prime Aviation e o escritório da mulher do ministro. A apuração agora busca esclarecer a natureza dos contratos, a origem dos pagamentos e a extensão do uso das aeronaves, pontos centrais para determinar se houve apenas contratação técnica de serviços ou alguma relação que demande responsabilização.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








