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Política

Moro promete retomar agenda anticorrupção no Paraná com transparência e agência especializada

Candidato ao governo do Paraná pelo PL defende gestão digital, código de ética e criação de órgão para combater ilícitos na administração pública, reafirmando bandeira da Lava Jato.

Roberto·
Moro promete retomar agenda anticorrupção no Paraná com transparência e agência especializada

O senador Sergio Moro, pré-candidato ao governo do Paraná pelo Partido Liberal (PL), anunciou nesta quarta-feira (2) a retomada de uma agenda anticorrupção para o estado, destacando três pilares fundamentais em seu plano de gestão: transparência total, código de ética para servidores e a criação de uma agência estadual especializada.

Em entrevista exclusiva, Moro reafirmou sua trajetória como ex-juiz responsável por investigações emblemáticas durante a Operação Lava Jato, entre 2014 e 2018, quando atuou em casos que envolveram a Petrobras e grandes empreiteiras. "Nós vamos retomar no Paraná a agenda anticorrupção", declarou, reforçando que a bandeira será central em sua campanha.

Estado digital e acesso irrestrito a informações públicas

Uma das propostas apresentadas pelo candidato é transformar o Paraná em um "estado totalmente digital e transparente", permitindo que cidadãos acessem documentos e serviços públicos de forma ágil por meio de aplicativos móveis. A medida visa reduzir a burocracia e ampliar a fiscalização da sociedade sobre a gestão estadual.

Código de ética para redefinir condutas na administração

Moro também defendeu a implementação de um código de ética para a administração pública, estabelecendo regras rígidas para governadores, secretários e altos cargos. O modelo seria inspirado em diretrizes atualmente discutidas no Supremo Tribunal Federal (STF), visando coibir conflitos de interesse e práticas indevidas dentro do governo.

Agência anticorrupção com mandato fixo e equipe especializada

O terceiro ponto da proposta é a criação de uma agência estadual anticorrupção, liderada por um diretor com mandato de quatro anos — tempo suficiente, segundo Moro, para garantir autonomia frente a pressões políticas. A equipe seria composta por servidores públicos capacitados para identificar fraudes em licitações, rastrear enriquecimentos ilícitos e agir com celeridade em casos suspeitos. "Vou colocar nela os melhores servidores do Paraná, capazes de detectar irregularidades antes que se tornem estruturais", afirmou.

Ao mencionar aliados de sua chapa, como Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e Deltan Dallagnol (Novo), pré-candidato ao Senado, Moro reforçou a união em torno do combate ao crime. "Precisamos retomar esses tempos de defesa intransigente do Estado de Direito", disse, em referência ao período em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Lava Jato, decisão posteriormente confirmada por tribunais superiores.

O anúncio integra uma série de entrevistas promovidas pela CNN Brasil com os principais candidatos ao governo do Paraná, conforme o Índice CNN de intenções de voto. As demais conversas serão realizadas com Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), respectivamente na terça e quinta-feira desta semana.

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