Michelle Bolsonaro manifesta apoio a Deltan Dallagnol após candidatura barrada
Ex-primeira-dama divulga vídeo com mensagem de solidariedade ao ex-procurador, cuja candidatura ao Senado pelo Paraná foi indeferida pelo TSE.

Divulgação
Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, utilizou suas redes sociais para expressar apoio a Deltan Dallagnol, ex-procurador e candidato ao Senado pelo Paraná. Em um vídeo divulgado no último sábado, a ex-primeira-dama enviou uma mensagem de força ao político, que teve o registro de sua candidatura barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às vésperas do primeiro turno das eleições.
Solidariedade e apelo por normalidade jurídica
Em sua declaração, Michelle Bolsonaro incentivou Deltan Dallagnol a não desanimar, ressaltando suas qualidades. "Deltan, não abaixe a cabeça. Você é forte, corajoso e o povo de bem do Brasil ama a sua vida", afirmou. Ela prosseguiu, argumentando sobre a importância da participação de Dallagnol no cenário político para a "normalidade jurídica e o equilíbrio entre os poderes". A ex-primeira-dama concluiu com uma mensagem de fé, dizendo: "Siga firme. Deus é por nós e Deus está no controle das coisas".
Decisão do TSE e seus desdobramentos
A decisão que impediu a candidatura de Deltan Dallagnol foi proferida pelo ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques no sábado, 3 de outubro de 2026. O ministro indeferiu o registro de candidatura e determinou que os votos eventualmente dados a Dallagnol e seus suplentes sejam considerados nulos na apuração. Embora a decisão ainda precise ser submetida ao colegiado do TSE, ela tem efeito imediato.
O caso da exoneração e a divergência de entendimentos
O cerne da questão reside no pedido de exoneração de Deltan Dallagnol do cargo de procurador da República, formalizado em novembro de 2021. Em 2023, o TSE já havia considerado que a saída do Ministério Público teve como objetivo evitar a incidência de uma causa de inelegibilidade decorrente de procedimentos disciplinares. Na decisão mais recente, o ministro Floriano de Azevedo Marques reiterou que não surgiram fatos novos ou mudanças jurídicas que pudessem alterar essa conclusão, apontando que os processos de 2023 e 2026 tratam do mesmo pedido de exoneração e dos mesmos procedimentos disciplinares. Em contrapartida, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia inicialmente liberado a candidatura de Dallagnol, entendendo que ele não pediu exoneração com o intuito de se tornar inelegível. O ministro Floriano, no entanto, criticou veementemente essa decisão regional, classificando-a como um "overruling impróprio" e de "heterodoxa", com contornos de "teratologia", ao reexaminar uma conclusão já estabelecida pelo TSE sobre o mesmo conjunto de fatos.
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