Meta fatura R$ 236 milhões com propaganda eleitoral em 2026, superando 2022
Plataformas da Meta já arrecadaram 82% a mais que em toda a eleição passada. Flávio Bolsonaro lidera gastos individuais em anúncios.

Divulgação
A Meta, gigante dona do Facebook e Instagram, já registrou uma arrecadação expressiva com a veiculação de propaganda eleitoral em suas plataformas. No primeiro turno das eleições de 2026, a empresa acumulou ao menos R$ 236 milhões, um valor que representa um aumento de 82% em comparação com os R$ 129 milhões obtidos em toda a campanha eleitoral de 2022. Esses números, compilados com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda podem sofrer alterações, uma vez que as prestações de contas das campanhas estão em andamento e sujeitas a atualizações.
Esta não é a primeira vez que a Meta se consolida como a principal plataforma para publicidade eleitoral no Brasil. Pela terceira eleição consecutiva, a empresa lidera os recebimentos de recursos de campanhas destinados à compra de anúncios em redes sociais. Nas eleições municipais de 2024, a Meta já havia faturado R$ 201 milhões em gastos com publicidade. Desde 2018, quando a publicidade política paga em redes sociais foi regulamentada, estima-se que a empresa já tenha recebido mais de R$ 624 milhões em propaganda eleitoral no país.
Flávio Bolsonaro lidera gastos individuais em anúncios
No cenário de gastos individuais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se destaca como o candidato que mais investiu em anúncios no Facebook e Instagram. Sua campanha à Presidência desembolsou cerca de R$ 5 milhões em publicidade nas plataformas da Meta. Em seguida, aparecem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em busca da reeleição, e Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, cada um com aproximadamente R$ 3 milhões em investimentos. Outros nomes como Célio Studart (PSD-CE), Ciro Gomes (PSDB), Aécio Neves (PSDB) e Lindbergh Farias (PT-RJ) também figuram entre os que mais destinaram recursos para publicidade digital, com cerca de R$ 2 milhões cada.
A lista de candidatos com investimentos significativos em publicidade nas plataformas da Meta inclui ainda Alexandre Curi (Republicanos-PR), Rubinho Nunes (União Brasil-SP), Marília Campos (PT-MG), João Campos (PSB-PE), Cristina Graeml (PSD-PR), Moisés Selerges (PT-SP), Ana Carolina Oliveira (Podemos-SP), Cris Monteiro (Novo-SP), Guilherme Derrite (PP-SP), Andreza Romero (PSB-PE), José Medeiros (PL-MT), Luizianne Lins (Rede-CE) e Rogério Barra (PL-PA). Todos eles investiram cerca de R$ 1 milhão em anúncios digitais. O TSE, por meio do DivulgaCandContas e do Portal de Dados Abertos, disponibiliza informações detalhadas sobre a arrecadação e as despesas das campanhas, exigindo que candidatos e partidos prestem contas de toda a movimentação financeira. Para as eleições de 2026, a Meta firmou um acordo de cooperação com o TSE, que inclui o acesso à Biblioteca de Anúncios, permitindo a consulta de dados sobre publicidade eleitoral.
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