Merz diz que segue como chanceler após derrota eleitoral na Alemanha
Friedrich Merz rejeitou rumores de renúncia após maus resultados da União Democrata-Cristã em eleições regionais e afirmou que seguirá comandando o governo alemão para tocar reformas econômicas e sociais.

Divulgação
Friedrich Merz afirmou que permanecerá no cargo de chanceler da Alemanha após a União Democrata-Cristã, a UDC, sofrer derrotas nas eleições regionais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim. Em coletiva realizada na sede do partido, ele rejeitou rumores de saída antecipada e disse que sua gestão seguirá defendendo a agenda de reformas econômicas, tributárias e sociais.
Resultado é tratado como desastre pela UDC
Merz classificou o desempenho do partido como “um desastre”, especialmente em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde a UDC foi pressionada pela polarização entre o Partido Social-Democrata, o SPD, e a Alternativa para a Alemanha, a AfD. A alta da extrema-direita e o avanço da esquerda do Die Linke indicam um cenário político mais fragmentado e desafiador para o governo federal.
As eleições regionais alemãs renovam os parlamentos estaduais, responsáveis por formar coalizões e escolher os ministros-presidentes, cargo comparável ao de governador. Em Berlim, cidade-Estado, o pleito define a Câmara de Deputados, que posteriormente escolhe o prefeito-governador da capital. Embora sejam disputas locais, os resultados costumam funcionar como termômetro do humor político nacional.
Merz rejeita saída e aposta em reformas
Apesar do desgaste, aliados da UDC seguem apoiando Merz e argumentam que parte dos problemas enfrentados pelo governo foi herdada de administrações anteriores. Para o chanceler, a continuidade é necessária para aprovar medidas que, segundo ele, podem estimular a economia, reorganizar as contas públicas e conter o crescimento de movimentos autoritários.
A estratégia de endurecer o discurso sobre imigração, porém, não freou a AfD e teria afastado eleitores moderados e de esquerda. O resultado aumenta a pressão sobre Merz, que completa 16 meses no poder em um ambiente de baixa popularidade e disputas internas. Mesmo assim, ele afirmou que o momento exige firmeza e que seguirá como chanceler para estabilizar a coalizão governamental.
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