Lula diz que eleições no Brasil definirão “democracia ou barbárie”
Presidente afirma estar confiante na vitória, defende o sistema eleitoral brasileiro e diz que Donald Trump não deve interferir no pleito.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (21 de setembro de 2026), que as eleições brasileiras representam uma escolha entre a democracia e a barbárie. Durante entrevista em Nova York, ele disse estar confiante na própria vitória e defendeu a soberania do processo eleitoral do país.
Para Lula, a disputa não envolve apenas candidatos ou partidos, mas projetos diferentes de sociedade. O presidente destacou que os eleitores deverão escolher entre a preservação ambiental e o desmatamento, a inclusão social e o abandono das populações mais pobres, além do fortalecimento ou do enfraquecimento das políticas culturais.
Lula defende urnas e projeta vitória
Questionado sobre pesquisas que apontam empate técnico entre ele e Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno, Lula afirmou que sempre acompanha as eleições com preocupação, mas mantém confiança no resultado das urnas. O presidente classificou o sistema eleitoral brasileiro como seguro e eficiente.
Lula ressaltou que a apuração eletrônica permite divulgar resultados em pouco tempo, mesmo em um país com dimensões continentais. Ao comentar o cenário eleitoral, declarou que acredita na vitória porque considera o pleito uma decisão fundamental sobre o futuro democrático do Brasil.
Presidente espera não haver interferência dos EUA
Sobre a relação entre o pleito brasileiro e o governo dos Estados Unidos, Lula disse que Donald Trump teria afirmado a outras pessoas que não pretende interferir na eleição. Segundo o presidente brasileiro, ele já pediu diretamente ao colega norte-americano que os EUA respeitassem a decisão dos eleitores do Brasil.
“O presidente Trump foi eleito para ser o presidente dos EUA. Ele tem o direito de governar os EUA, mas não tem o direito de governar outros países”, afirmou Lula. Ele também negou que o Brasil seja antiamericano e defendeu uma relação diplomática baseada no respeito mútuo entre os dois países.
Preocupação com inteligência artificial e comércio
Lula manifestou preocupação com possíveis sinais de interferência estrangeira, inclusive por meio de inteligência artificial, mas afirmou que ainda não há evidências concretas. O presidente também citou a proximidade do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com a família Bolsonaro como motivo de atenção.
Nas negociações comerciais, Lula disse que não pretende iniciar uma guerra tarifária com os Estados Unidos. O governo deve continuar buscando um acordo antes de avaliar medidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica. Caso as tratativas não avancem, o Brasil poderá adotar restrições contra produtos norte-americanos.
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