Marinho chama Messias de “militante do Pt” após postagem sobre Dark Horse
Rogério Marinho rebateu Jorge Messias nas redes sociais após o advogado-geral da União comentar a decisão do CNJ sobre precatórios do Banco Master. A troca de críticas reacendeu questionamentos sobre negociações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.

Divulgação
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, chamou o advogado-geral da União, Jorge Messias, de “militante do PT” nesta quinta-feira (24 de setembro de 2026). A declaração foi publicada na rede social X após Messias comentar uma decisão do Conselho Nacional de Justiça sobre precatórios relacionados ao Banco Master.
Críticas ao uso da função institucional
Em sua publicação, Messias afirmou que um candidato à Presidência teria procurado o proprietário do Banco Master para pedir milhões em benefício da própria família. Ele não citou Flávio Bolsonaro pelo nome, mas a mensagem foi associada às negociações envolvendo o senador e Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.
Marinho reagiu dizendo que Messias “abre mão de sua função institucional” e criticou o que classificou como “uso do Estado brasileiro como extensão do PT”. A resposta transformou o debate sobre a decisão judicial em mais um episódio de confronto político entre a campanha de Flávio e integrantes do governo federal.
Questionamentos sobre agenda e Banco Master
Em outra publicação, Marinho perguntou por que Messias não teria registrado em agenda um encontro com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O senador também citou episódios envolvendo integrantes do governo e escreveu que o candidato de Messias ainda precisaria explicar a “advocacia administrativa” e o “tráfico de influência” relacionados a Lulinha, além de presentes recebidos pelo chefe de gabinete do presidente.
Resposta de Messias
Messias rebateu Marinho e escreveu: “Meu prezado senador, o senhor não precisava passar esse recibo”. Em seguida, pediu que o parlamentar ajudasse a esclarecer o destino dos recursos negociados para a produção cinematográfica. “Já que seu candidato não consegue explicar o destino da grana, faz essa gentileza para todo o Brasil”, afirmou o advogado-geral da União.
Investigação sobre o financiamento do filme
A troca de publicações ocorre quando a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro voltou ao centro do debate eleitoral. Flávio negociou repasses de R$ 134 milhões para financiar Dark Horse. Cerca de R$ 65 milhões foram pagos por meio do fundo Havengate Development, sediado nos Estados Unidos.
A Polícia Federal investiga se parte dos valores foi utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua permanência no exterior. Eduardo nega ter recebido dinheiro de Vorcaro por meio do fundo. Flávio Bolsonaro sustenta que os recursos foram aplicados integralmente na produção do filme.
Disputa política ganha novo capítulo
O episódio amplia a disputa narrativa em torno do caso. Para a campanha de Flávio, as manifestações de Messias representam uso político de um cargo institucional. Para o advogado-geral da União, as explicações sobre o financiamento de Dark Horse e o destino dos valores seguem sendo necessárias.
Com a Polícia Federal conduzindo investigações, o desdobramento eleitoral dependerá não apenas das acusações feitas nas redes sociais, mas também dos elementos reunidos sobre a origem, o repasse e a utilização dos recursos ligados ao Banco Master e ao fundo americano.
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