Lula diz que representação de miliciano não cabe no Planalto
Durante ato de campanha em São Gonçalo, no Rio, Lula criticou o grupo político de Flávio Bolsonaro sem citá-lo nominalmente. O presidente voltou a abordar descontos no INSS e desdobramentos do caso Banco Master.

Divulgação
Discurso em campanha no Rio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (24), durante ato de campanha em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que “no Palácio do Planalto, não cabe a representação de miliciano lá dentro”. Sem mencionar nominalmente Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, Lula voltou a dirigir críticas ao grupo político do adversário e apresentou a disputa eleitoral como um confronto contra esquemas que, segundo ele, teriam causado prejuízos à Previdência Social.
“Não estamos brigando com pouca coisa. Estamos brigando contra um time que montou a quadrilha para roubar a Previdência Social desse país”, declarou o presidente, em referência aos descontos sem autorização em aposentadorias e pensões do INSS. A fala reforça uma das principais linhas de ataque adotadas por Lula na campanha, que busca relacionar adversários políticos a investigações e episódios de corrupção.
Lula volta a mencionar o caso Banco Master
O presidente também voltou a criticar Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o associou ao grupo de Flávio Bolsonaro. “Eles criaram um banqueiro que praticou a maior corrupção na história financeira desse país. E eu prendi o banqueiro deles”, afirmou Lula, repetindo a postura de cobrança por investigações sobre pessoas e organizações ligadas ao caso.
Ao comentar os desdobramentos do inquérito, Lula disse que a verdade precisa vir a público e defendeu a apuração de todos os envolvidos em festas, negócios e encontros investigados. Segundo ele, novos nomes têm surgido nas investigações, e a sociedade precisa conhecer a extensão das relações envolvidas. O presidente também afirmou que não é possível aceitar que a Suprema Corte brasileira permaneça sob suspeita.
Aliados ocupam o palanque
O ato em São Gonçalo contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva e de aliados no Rio de Janeiro. Participaram da mobilização o candidato ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD), e os candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Também estiveram no evento o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT).
A passagem de Lula pela Região Metropolitana integra a agenda de campanha em apoio à reeleição e à chapa aliada no estado. O discurso combinou críticas pessoais ao adversário, defesa das investigações em curso e tentativa de mobilizar eleitores em uma das regiões metropolitanas mais populosas do país.
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