Lula critica decisões do TSE e diz que Nunes Marques não pode ter lado
Presidente Lula critica o que chama de 'extrapolação' em decisões do TSE e pede imparcialidade do ministro Kassio Nunes Marques. Declarações foram feitas após polêmica envolvendo o canal 'Exército do Lula' no WhatsApp e a suspensão e posterior liberação de sua atividade.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou nesta segunda-feira (12.out.2026) sua insatisfação com decisões recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente aquelas tomadas pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. Em declarações a jornalistas nos jardins do Palácio da Alvorada, em Brasília, após uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, Lula afirmou que o presidente do TSE não deveria tomar partido em disputas eleitorais, defendendo a necessidade de imparcialidade.
Decisões judiciais e a mobilização digital
Lula declarou que algumas decisões estão “extrapolando” e prejudicando sua campanha, o que, segundo ele, já foi denunciado. Em um tom mais descontraído, o presidente anunciou planos para expandir a mobilização digital de seus apoiadores. “Eu não vou criar só o Exército do Lula, eu vou criar agora o Exército da Marinha, a Aeronáutica do Lula, sabe, no WhatsApp”, disse, sinalizando uma estratégia de ampliação do alcance de sua mensagem em plataformas digitais.
Críticas à Justiça Eleitoral
O presidente reiterou sua crítica à atuação da cúpula da Justiça Eleitoral, argumentando que o presidente do TSE deve manter uma postura neutra. “O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento”, enfatizou. Essa declaração surge como uma resposta às decisões judiciais que afetaram o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) para disseminar conteúdos em favor do petista.
O caso do canal "Exército do Lula"
A polêmica girou em torno da suspensão, determinada por Nunes Marques, do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que contava com 3,3 milhões de inscritos. A medida atendeu a um pedido da campanha do senador adversário, que acusou a página de disseminar informações falsas. Contudo, horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem de retirada, permitindo a retomada das publicações, mas com restrições a conteúdos já reconhecidos como ilegais pela Justiça. O caso ainda será analisado pelo plenário do TSE, que convocou as campanhas para uma reunião nesta terça-feira (13.out).
Igualdade de direitos e a missa
Lula também exigiu que a Justiça Eleitoral aponte as irregularidades atribuídas à sua campanha, questionando: “Onde é que estamos transgredindo a lei?”. Ele defende que o comando do TSE garanta “a igualdade de procedimento”, assegurando que todos tenham os mesmos direitos perante a Justiça Eleitoral. A fala ocorreu após uma missa reservada no Palácio da Alvorada, em celebração ao Dia de Nossa Senhora Aparecida e ao Dia das Crianças, evento que reuniu figuras políticas e apoiadores.
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