Lula alerta sobre 'preço' político para quem barrar fim da escala 6x1 no Senado
Presidente da República pressiona senadores a votarem a favor da mudança na jornada de trabalho e cobra posicionamento de Flávio Bolsonaro.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou um tom firme ao abordar a votação da proposta que visa o fim da escala de trabalho 6x1. Em declarações à imprensa no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que os congressistas que votarem contra a medida enfrentarão um "preço" político. A declaração foi feita após uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, evento que contou com a presença de militantes do MTST.
Pressão por aprovação e custo político
Embora tenha ressaltado que não é senador, Lula expressou confiança na aprovação da proposta, apostando que a maioria dos parlamentares votará pelo fim da escala 6x1. "O cara pode não votar favorável. Mas ele paga o preço de não votar favorável. É um jogo, é pagar para ver", declarou o presidente, indicando que o Senado deve deliberar sobre o tema ainda nesta semana. A oposição, segundo o presidente, estaria tentando adiar a votação para após as eleições, temendo a repercussão negativa de um voto contrário no atual cenário eleitoral.
Oposição e estratégia de votação
O governo tem intensificado os esforços para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado. A meta é que a proposta seja votada em dois turnos já na próxima quarta-feira, o que exigiria a aprovação de um calendário especial para dispensar as sessões de discussão obrigatórias entre as votações. A estratégia visa garantir a aprovação antes do segundo turno das eleições presidenciais, evitando que a decisão fique sujeita a pressões políticas e eleitorais.
Cobrança a Flávio Bolsonaro e justificativa da mudança
Em sua fala, Lula também direcionou um recado direto ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à reeleição. O presidente cobrou um posicionamento claro do senador, convidando-o a "apertar o botão" e declarar seu voto a favor ou contra a medida. Lula reiterou a importância da mudança, destacando que ela permitirá aos trabalhadores uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. Ele classificou a jornada atual como "insuportável", com especial impacto sobre as mulheres.
Missa e contexto religioso
A missa celebrada no Alvorada, embora reservada à imprensa, teve um significado especial para o presidente. Lula a descreveu como uma homenagem ao Dia das Crianças e à padroeira do Brasil, em resposta a declarações que ele considerou ofensivas a outras religiões. A cerimônia ocorreu em meio a boatos de que Flávio Bolsonaro teria proposto a retirada do título de padroeira do Brasil da santa, alegação para a qual não há evidências e que já foi alvo de determinações do TSE para remoção de postagens.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.







