Janones explica exclusão de mensagens no "Exército do Lula": "missões cumpridas"
Deputado federal André Janones (Rede-MG) afirma que mensagens apagadas em canal de WhatsApp eram desafios cumpridos por apoiadores, e não fake news. A declaração surge em meio a disputas judiciais sobre o grupo durante a campanha eleitoral.

Divulgação
O deputado federal André Janones (Rede-MG) veio a público nesta terça-feira (13.out.2026) para esclarecer a exclusão de centenas de mensagens do canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado por ele. Segundo o parlamentar, as comunicações removidas não se tratavam de notícias falsas, mas sim de "desafios" ou "missões" que já haviam sido cumpridas pelos apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele argumentou que a prática visava evitar a "poluição" do canal, mantendo o conteúdo focado e propositivo.
Mensagens apagadas eram "missões" cumpridas, diz Janones
Em entrevista concedida no Salão Verde da Câmara dos Deputados, Janones detalhou que apagou mais de 500 mensagens com o intuito de manter a organização do canal. "Quando dava a missão e ela era cumprida, eu apagava para não deixar poluído. Mas fica um registro", declarou, ressaltando que a remoção foi feita de boa-fé e sem ordem judicial. Ele também enfatizou que jamais propagou fake news no grupo, afirmando que conteúdos com críticas mais pesadas não eram compartilhados ali, pois o propósito era estritamente propositivo.
Canal "Exército do Lula" foi alvo de disputas judiciais
O canal "Exército do Lula" esteve no centro de diversas disputas judiciais durante o período eleitoral. A campanha de um adversário ingressou com uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) contra Janones, Lula e Geraldo Alckmin, acusando-os de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Pedidos de suspensão do canal foram apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com alegações de disseminação de desinformação. O TSE chegou a determinar a suspensão, mas a decisão foi posteriormente revista, com o restabelecimento provisório do canal.
TSE não encontrou fake news em publicações examinadas
Em uma análise técnica, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE informou não ter encontrado, nas publicações examinadas de 2 a 11 de outubro no canal em questão, as fake news que motivaram o pedido de suspensão. A equipe registrou, contudo, práticas de mobilização coordenada e amplificação de conteúdos, além de apontar que a exclusão e edição de mensagens dificultam a reconstituição do histórico. O caso, que envolve a interpretação sobre a liberdade de expressão e a disseminação de informações, aguarda análise do plenário do TSE.
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