Ice bate recorde com 51 mil prisões em agosto nos EUA
Agência federal intensifica detenções sob pressão da Casa Branca, ampliando critérios para além de casos de segurança pública.

A atuação do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) atingiu novo patamar histórico em agosto, com mais de 51 mil detenções registradas, superando o recorde anterior de julho, quando 46 mil pessoas foram presas. A escalada nos números reflete a pressão exercida pela administração Trump sobre a agência, que vem ampliando seu escopo de atuação para além dos casos relacionados à segurança nacional ou pública.
Pressão política e expansão das detenções
Desde o início do mandato, a Casa Branca tem cobrado o cumprimento de metas rigorosas de detenções, obrigando o ICE a intensificar fiscalizações e abordagens. A mudança de liderança no Departamento de Segurança Interna não alterou a estratégia: o secretário Markwayne Mullin, em coletiva recente, reafirmou o compromisso de localizar e deportar imigrantes em situação irregular, independentemente de histórico criminal.
Impacto das operações e reações
Mullin destacou operações recentes em Nova York como exemplos da atuação do órgão, reforçando que a prioridade é retirar do país quem se encontra em situação irregular. A abordagem, contudo, tem gerado discussões sobre a seletividade dos alvos e os métodos empregados, com críticas de organizações de direitos humanos. Enquanto o governo comemora os números, a sociedade debate os limites da política migratória implementada.



