Haddad diz que Flávio é “muito novo” para ter “currículo tão podre”
Candidato ao governo de São Paulo criticou o senador Flávio Bolsonaro durante evento do PT na capital paulista e citou investigações e polêmicas envolvendo emendas, Banco Master e relações com figuras ligadas à milícia.

Divulgação
Críticas durante evento em São Paulo
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, durante a Plenária de Mobilização realizada no Espaço Cultural Elza Soares, na zona oeste da capital paulista. Em discurso marcado por ataques diretos, Haddad afirmou que Flávio é “muito novo” para apresentar um “currículo tão podre” e questionou a trajetória política do senador.
“É um rapaz muito novo para ter um currículo tão podre. Ele só tem 40 anos e tem essa ficha corrida. Imagina daqui 10, daqui 20 anos, o que esse homem vai ter? Que currículo ele apresenta para o país?”, disse Haddad. Flávio Bolsonaro tem 45 anos, mas a crítica central do petista foi direcionada à idade política do senador e às controvérsias que cercam seu mandato.
Haddad cita investigação no STF
Durante a fala, Haddad mencionou investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal e envolvem Flávio Bolsonaro. Uma delas está relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, com apontamentos sobre movimentações que passam pelo Banco Master e por Daniel Vorcaro. O caso apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O senador nega irregularidades.
O petista também voltou a tratar da chamada “rachadinha”, caso que marcou a vida política de Flávio Bolsonaro nos últimos anos, e associou o nome do senador a episódios envolvendo a milícia. Para Haddad, esses temas formam um conjunto de questionamentos que, segundo ele, devem ser considerados pelos eleitores no contexto da disputa presidencial.
Defesa rejeita acusações
Outro ponto citado por Haddad foi a destinação de uma emenda parlamentar tratada por uma assessora de Flávio com um miliciano ligado ao caso do assassinato da vereadora Marielle Franco. A defesa do senador afirmou que a indicação foi regular e sustentou que a responsabilidade pela execução do recurso cabe ao beneficiário, não ao parlamentar autor da emenda.
Em sua fala, Haddad resumiu o teor das críticas ao dizer: “Tudo que se sabe dele não é bom. E se sabe muito pouco. E nada é bom”. O candidato petista citou ainda o envolvimento de Flávio com o caso Vorcaro, do Banco Master, e a liberação de emenda a um personagem ligado à milícia, apresentando esses episódios como argumentos contra a candidatura do senador.
Evento reuniu lideranças aliadas
A Plenária de Mobilização reuniu dirigentes do PT, partidos aliados e movimentos sociais em São Paulo. Estiveram presentes o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), o candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e a candidata ao Senado Marina Silva (Rede). O encontro teve como objetivo articular apoios e intensificar a campanha eleitoral da chapa encabeçada por Haddad no estado.
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