Garotinho diz que Paes deve arcar com efeito de anulação de votos
Ex-governador afirma que Eduardo Paes pediu a anulação dos votos e agora quer que sejam considerados válidos para haver 2º turno no Rio de Janeiro.

Divulgação
O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos-RJ), declarou nesta terça-feira (6.out.2026) que o ex-prefeito e também candidato Eduardo Paes (PSD-RJ) deve assumir as consequências da anulação de seus votos. Garotinho criticou a postura de Paes, que teria solicitado a anulação e agora, segundo o ex-governador, estaria defendendo a validade dos mesmos votos para forçar um segundo turno na disputa pelo governo fluminense.
Em entrevista à CNN Brasil, Garotinho ironizou a situação, afirmando que Paes se tornou seu "advogado de defesa". "Ele agora está dizendo 'não, os votos do garotinho não podem ser anulados', mas quem disse que tinham que ser anulados era ele. Arque com a consequência do que a justiça fez por vocês", declarou Garotinho, enfatizando a responsabilidade de Paes na estratégia eleitoral.
Parecer do Ministério Público Eleitoral
A polêmica ganhou contornos mais concretos com o envio de um parecer pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento é favorável ao pedido de Garotinho para desistir do recurso que havia apresentado à Corte. Anteriormente, o registro eleitoral de Garotinho foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) devido à suspensão de seus direitos políticos. Seus votos foram registrados como "anulados sub judice" enquanto a defesa buscava reverter a medida.
A questão se tornou ainda mais complexa na véspera da eleição, quando a coligação de Eduardo Paes solicitou urgência ao TSE para julgar definitivamente o registro de Garotinho, alegando insegurança jurídica. Como a decisão final ocorreu após o fechamento do sistema das urnas eletrônicas, o nome de Garotinho permaneceu entre os candidatos aptos, resultando em 274.411 votos (3,17%) para ele no dia 4 de outubro. No entanto, com a desistência do recurso por parte de Garotinho, e a homologação ainda pendente pela Corte, a retirada de seus votos pode alterar significativamente o resultado, potencialmente elegendo Douglas Ruas (PL) no primeiro turno, caso ele ultrapasse 50% dos votos válidos.
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