Flávio Bolsonaro lidera em 5 estados com menor pobreza extrema
Flávio Bolsonaro lidera em cinco das dez unidades da Federação com menor proporção de população em extrema pobreza. Lula está à frente em duas, enquanto Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Espírito Santo registram empate técnico.

Divulgação
Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente da disputa presidencial de 1º turno em 5 das 10 unidades da Federação com menor proporção de habitantes em situação de extrema pobreza. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em 2 Estados, enquanto Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Espírito Santo registram empate técnico. Os indicadores sociais foram divulgados em 17 de setembro de 2026 pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), e o cruzamento com as pesquisas eleitorais mais recentes desenha um cenário inicial favorável ao candidato do PL.
Goiás integra grupo de vantagem de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro lidera em Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso. A presença de Goiás nesse grupo é especialmente relevante porque o Estado reúne indicadores econômicos fortes, com produção agropecuária expressiva e grande influência do eleitorado do interior. Santa Catarina e Paraná também figuram entre as unidades federativas com menor incidência de extrema pobreza na população.
Lula, por sua vez, está à frente em Minas Gerais e no Piauí. Minas Gerais é uma das maiores bases eleitorais do país e costuma ter papel decisivo em disputas nacionais. Já o Piauí integra a lista das 10 unidades da Federação com menor proporção de pessoas em extrema pobreza, embora apresente vantagem inicial para o petista no levantamento considerado.
Três unidades da Federação registram empate técnico
Não há líder estatístico definido no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal e no Espírito Santo. O empate técnico significa que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro ou não permite afirmar, com segurança estatística, que um deles ocupa a primeira colocação. Portanto, não representa necessariamente igualdade exata de intenções de voto.
Resultados ainda podem mudar durante a campanha
O quadro precisa ser analisado com cautela. As pesquisas refletem o momento político em que foram realizadas e podem ser influenciadas por mudanças no eleitorado, exposição dos candidatos, acontecimentos nacionais e estratégias de campanha. Além disso, liderar em Estados com menor pobreza extrema não garante vitória nacional, pois o resultado depende do total de votos obtidos em todas as unidades da Federação.
Ainda assim, os números indicam que Flávio Bolsonaro começa com vantagem em parte relevante dos Estados mais favorecidos pelo indicador de extrema pobreza. Para Lula, o desafio será ampliar sua presença fora das áreas em que já lidera e disputar voto a voto nos locais onde a diferença permanece estatisticamente indefinida.
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