Flávio Bolsonaro critica ligação de Lula para Dino em evento oficial
Senador questiona relação entre o presidente e o ministro do STF após telefonema transmitido ao vivo, levantando preocupações sobre a independência da Corte.

Divulgação
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou publicamente sua insatisfação com uma ligação telefônica realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, durante um evento oficial do governo em Belém (PA). O episódio, que ocorreu na última segunda-feira (28.set.2026) e foi transmitido ao vivo, gerou críticas por parte do senador, que questionou a natureza da interação entre o chefe do Executivo e um membro da mais alta corte do país.
Intervenção em solenidade oficial
O telefonema aconteceu momentos antes da sanção de um projeto de lei que estabelece a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela iniciativa privada. Flávio Dino, que apresentou a proposta quando ainda era senador e, posteriormente, foi indicado por Lula para o STF, foi cumprimentado pelo presidente durante a chamada. Lula expressou o desejo de sancionar a lei após conversar com Dino, destacando a importância do projeto, que ele associou à perda pessoal do filho do ministro, Marcelo Dino, em 2012, devido a falhas no atendimento médico.
Questionamentos sobre a independência do STF
Em sua conta na rede social X, Flávio Bolsonaro levantou dúvidas sobre a subordinação de Flávio Dino ao presidente Lula, especialmente considerando seu período como ministro da Justiça entre 2023 e 2024. O senador indagou se o ministro do STF ainda se mantinha subordinado ao presidente, mesmo atuando em uma esfera que exige imparcialidade e independência. A crítica de Flávio Bolsonaro se estende à preocupação com futuras indicações de ministros para o STF, argumentando que a composição da Corte deve ser protegida de influências políticas diretas.
Contexto da sanção presidencial
A sanção do projeto de lei ocorreu durante uma visita de Lula ao complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, em Belém. O projeto visa aprimorar a segurança e a qualidade dos serviços de saúde oferecidos pela rede privada no Brasil. A cerimônia contou com a presença de autoridades locais e federais, como a governadora do Pará, Hana Ghassan, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o prefeito de Belém, Igor Normando, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. A menção à história pessoal do ministro Dino pela morte de seu filho adicionou um tom emotivo ao ato de sanção.
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