Fachin assume relatoria de caso do Banco Master com menção a Moraes
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, assumiu a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. A decisão busca evitar impedimentos de ministros diante de pedidos que envolvem Alexandre de Moraes e a atuação de André Mendonça.

Divulgação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, assumiu neste sábado (12 de setembro de 2026) a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. A mudança coloca sob a Presidência da Corte a análise de pedidos que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e a atuação do ministro André Mendonça.
Mudança busca evitar impedimentos
Em despacho, Fachin informou que já existe um pedido do próprio Alexandre de Moraes para apurar eventual abuso de autoridade atribuído a Mendonça. Diante da possibilidade de impedimento de ministros que atuariam no caso, o presidente do STF decidiu assumir a relatoria. A medida é de natureza regimental e não representa, por si só, uma conclusão sobre a existência de irregularidades.
Conversas citam Alexandre de Moraes
Entre os pontos sob análise estão desdobramentos de investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master. Moraes aparece mencionado em conversas envolvendo Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira. Os ministros devem avaliar na terça-feira (15 de setembro) os encaminhamentos processuais relacionados ao caso.
Processos sobre Vorcaro e INSS serão analisados
Fachin também determinou o envio de processos sobre Vorcaro e sobre investigações ligadas ao INSS para que a atuação de Mendonça seja examinada de forma centralizada. A decisão permite reunir elementos dos diferentes procedimentos e avaliar se há algum obstáculo legal para a participação de ministros nas próximas deliberações.
Próximos passos no STF
O presidente do STF fundamentou a redistribuição no Regimento Interno da Corte. A deliberação prevista para terça-feira poderá definir os rumos dos pedidos e eventual aplicação de regras sobre impedimento previstas no Código de Processo Civil. A centralização da relatoria na Presidência busca preservar a regularidade do julgamento e afastar questionamentos sobre possíveis conflitos de interesses.
Os casos exigem análise cuidadosa porque envolvem ministros do Supremo, investigações da Polícia Federal e instituições financeiras. Até que haja decisão definitiva, as suspeitas e acusações tratadas nos autos não podem ser consideradas provas de responsabilidade. O STF deverá examinar os argumentos apresentados pelas partes antes de definir os próximos encaminhamentos.
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