Em comício na Bahia, Jaques Wagner dispara contra Flávio Bolsonaro: 'Miúdo de cabeça' e 'lambe-botas' dos EUA
O senador Jaques Wagner (PT-BA) utilizou um comício em Salvador, Bahia, para criticar duramente o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Em suas declarações, Wagner o chamou de 'miúdo de cabeça' e acusou-o de 'lamber a bota de americano' para pedir castigo ao Brasil, em um evento que contou com a presença de Lula e outras figuras políticas.

Divulgação
Em um comício movimentado em Salvador, Bahia, nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, o senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT-BA) não poupou críticas ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. O evento, que contou com a presença de diversas lideranças petistas, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi palco de declarações contundentes que acirraram o tom do debate eleitoral. Wagner comparou a estatura política de Lula com a do rival, usando termos que ressaltaram o abismo que, em sua visão, separa os dois.
Críticas ácidas e o termo 'miúdo de cabeça'
A principal linha de ataque de Jaques Wagner se concentrou na figura de Flávio Bolsonaro. O senador baiano afirmou categoricamente que “Não tem comparação. Aqui nós temos um estadista. Do lado de lá, na oposição, nós temos um miúdo de cabeça.” A expressão, de forte carga pejorativa, foi empregada para desqualificar o candidato do PL, sugerindo uma falta de maturidade ou visão para ocupar a cadeira presidencial. Wagner foi além, acusando Bolsonaro de uma atitude que, para ele, beira a traição nacional: “Como é que alguém que quer ser presidente do meu país vai para o estrangeiro lamber a bota de americano e pedir para americano castigar o Brasil?”. A fala inflamada visava mobilizar a base eleitoral e reforçar a imagem de um candidato que não defende os interesses brasileiros.
Defesa da soberania e identidade nacional
Dando continuidade ao seu discurso, Wagner fez uma clara menção à soberania brasileira, sem, contudo, citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um momento de exaltação patriótica, o senador declarou: “Eu sou verde e amarelo. Eu não sou vermelho, azul e branco. Nada contra eles, mas não venha para cá botar sua pata no meu país, que nós vamos defender nosso país com esse aqui.” A referência às cores da bandeira americana serviu como um alerta contra o que Wagner percebe como uma possível ingerência externa nos assuntos nacionais, reiterando o compromisso de seu grupo político com a defesa incondicional da pátria.
O palanque de Salvador e a união de forças
A participação de Jaques Wagner no comício ocorreu após uma caminhada ao lado de Lula e de outros importantes aliados, como o ex-ministro e candidato ao Senado Rui Costa (PT). Costa, em sua fala, também aproveitou para criticar adversários políticos, mencionando os ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Ele relembrou sua gestão como governador da Bahia: “Governei, presidente, esse Estado 8 anos, sendo perseguido por 2 presidentes que tentavam e não conseguiram humilhar a Bahia e os baianos.” A presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que disputa a reeleição, e da primeira-dama Janja Lula da Silva, reforçou a união das forças petistas no estado e a intenção de projetar uma mensagem de resistência e força política diante dos desafios eleitorais. O evento em Salvador configurou-se como um momento de reafirmação de alianças e de ataques diretos à oposição, marcando um ponto alto na campanha.
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