Eleições 2026: mais de 158 milhões de eleitores vão às urnas para o 1º turno
Neste domingo, cerca de 159 milhões de eleitores brasileiros estão aptos a participar do 1º turno das eleições gerais de 2026. A votação definirá cargos de presidente, governadores, senadores e deputados, com um eleitorado que cresceu 1,46% em quatro anos e apresenta dados demográficos interessantes sobre sua composição e distribuição pelo país.

Divulgação
Neste domingo, 4 de outubro de 2026, o Brasil se prepara para um dos momentos mais importantes de sua democracia: o primeiro turno das eleições gerais. Quase 159 milhões de eleitores estão aptos a ir às urnas, marcando um aumento significativo de 1,46% no eleitorado em comparação com o pleito de 2022. Esse crescimento reflete a constante dinâmica populacional e o engajamento cívico do país, que a cada quatro anos se mobiliza para definir seus representantes em diversas esferas do poder.
Cargos em disputa e a estrutura do pleito
O eleitor brasileiro terá a responsabilidade de escolher um total de 1.682 representantes em todo o país. A lista é abrangente, começando com o presidente e o vice-presidente da República, que guiarão os rumos da nação. Além disso, serão eleitos 27 governadores e seus respectivos vices para chefiar os executivos estaduais. No poder legislativo, 54 senadores assumirão vagas no Congresso Nacional, juntamente com 513 deputados federais. Para as assembleias legislativas estaduais, serão 1.035 deputados estaduais, e no Distrito Federal, 24 deputados distritais. Essa vasta gama de escolhas demonstra a complexidade e a abrangência do sistema eleitoral brasileiro, que impactará diretamente a vida de cada cidadão.
O mapa eleitoral do Brasil: grandes colégios e crescimentos regionais
São Paulo se mantém como o gigante eleitoral do país, concentrando impressionantes 34,1 milhões de eleitores. Juntamente com Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná, esses cinco estados somam mais de 83 milhões de eleitores, o que corresponde a mais da metade do total nacional, influenciando decisivamente o resultado das urnas. Contudo, o mapa do crescimento do eleitorado revela dinâmicas interessantes. Roraima se destacou com o maior aumento proporcional, registrando 9,63% a mais de eleitores desde 2022, seguido de Tocantins (8,07%) e Mato Grosso (6,84%). Enquanto isso, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os únicos estados a apresentar uma leve redução no número de votantes.
A análise por regiões também aponta tendências. O Norte liderou o crescimento proporcional do eleitorado, com um aumento de 4,37%, elevando seu contingente para 13,11 milhões de votantes. O Centro-Oeste também superou a média nacional, com avanço de 3,97%, alcançando 12 milhões de eleitores. O Nordeste viu seu eleitorado crescer 2,69%, chegando a 43,53 milhões. Já o Sul registrou um crescimento mais modesto de 1,34%, e o Sudeste, mesmo mantendo a maior parcela do eleitorado nacional com 41,78%, foi a única região a apresentar uma pequena redução de 0,56% no número de aptos a votar.
A face do eleitorado: mulheres em maioria e o desafio da idade
Uma análise demográfica do eleitorado de 2026 revela que as mulheres continuam sendo a maioria, representando 52,84% do total, com 83,88 milhões de votantes. Esse dado, que aponta um crescimento da participação feminina em relação a 2022, reforça a importância da pauta feminina no debate político. Em relação ao pleito anterior, o eleitorado masculino teve um aumento de 1,08%, totalizando 74,85 milhões de pessoas. Outro ponto relevante é o crescimento do eleitorado no exterior, que saltou 31,82% em quatro anos, somando 920 mil brasileiros aptos a votar fora do país, com destaque para os Estados Unidos, Portugal e Japão.
A faixa etária também mostra uma tendência de envelhecimento. A maior concentração de eleitores está entre 40 e 44 anos, com quase 16 milhões de pessoas, o equivalente a 10,08% do total. Na sequência aparecem as faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos. Este perfil etário da população votante sugere uma maior participação de eleitores com mais experiência de vida e, potencialmente, com diferentes demandas e prioridades para os futuros governantes e legisladores, moldando as expectativas para os próximos quatro anos de gestão.
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