Eduardo Bolsonaro planeja atuar nos EUA pela retomada de sanções contra Moraes
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que, caso Donald Trump seja reeleito nos EUA e seu irmão Flávio Bolsonaro vença as eleições presidenciais de 2026, ele se dedicará a reativar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A medida, que já foi imposta e revogada, impõe restrições financeiras e de viagem a indivíduos e pode reascender tensões diplomáticas.

Divulgação
O cenário político de 2026 começa a ter seus contornos delineados não apenas no Brasil, mas também nas articulações internacionais. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou, neste sábado, a "provável" retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pelo governo de Donald Trump, caso o republicano seja eleito nos Estados Unidos. A afirmação do parlamentar brasileiro conecta as futuras eleições presidenciais norte-americanas e brasileiras a uma possível reviravolta nas relações diplomáticas e jurídicas, envolvendo uma das figuras mais proeminentes da Justiça brasileira.
As sanções da Lei Magnitsky e a intervenção brasileira
A Lei Magnitsky é um instrumento legal dos Estados Unidos que permite ao governo sancionar indivíduos estrangeiros acusados de violações de direitos humanos ou corrupção. Em 30 de julho de 2025, o governo norte-americano aplicou sanções a Alexandre de Moraes, que incluíam o congelamento de bens em território americano, a proibição de transações financeiras e o cancelamento de vistos de entrada no país. No entanto, a medida foi revogada em dezembro do mesmo ano, após intensas negociações diplomáticas lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro argumentou que a imposição de sanções a um magistrado do STF feria a soberania nacional, levando à reversão da decisão.
Plano de ação e expectativas políticas
Eduardo Bolsonaro expressou sua convicção de que a suspensão da lei contra Moraes foi resultado direto da gestão do presidente Lula. Em sua visão, uma eventual mudança na presidência dos Estados Unidos, com o retorno de Donald Trump, aliada a uma possível vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), nas eleições presidenciais brasileiras de 2026, removeria os "obstáculos" para a reativação da medida. O ex-deputado afirmou que, diante de tal cenário, ele próprio fará "gestões junto à Casa Branca e ao Departamento de Estado" para que a pauta seja retomada. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, alegando perseguição política no Brasil, o que confere a sua declaração um caráter de continuidade de sua atuação política em solo americano.
A perspectiva de reativação da Lei Magnitsky contra um ministro do Supremo suscita debates importantes sobre soberania, relações internacionais e a polarização política interna. A movimentação de Eduardo Bolsonaro indica a intenção de manter viva uma pauta que já gerou atrito diplomático significativo e que, para ele e seus apoiadores, simboliza uma luta contra o que consideram perseguição. Este desdobramento pode redesenhar as tensões entre os poderes no Brasil e a forma como o país é percebido no cenário internacional, dependendo dos resultados das próximas eleições nos dois países. A declaração de Eduardo Bolsonaro, portanto, projeta um futuro político complexo e cheio de possíveis embates diplomáticos e institucionais.
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