Edinho Silva (Pt): Brasil escolherá entre projetos ou proximidade com milícias do Rio
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, declarou na última segunda-feira (5.out.2026) que o segundo turno da eleição presidencial será um confronto de projetos. Ele afirmou que o povo brasileiro terá que decidir entre a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva e a de um concorrente com supostas ligações com milícias do Rio de Janeiro, em clara referência ao senador Flávio Bolsonaro, após uma reunião estratégica em Brasília.

Divulgação
O cenário político nacional esquentou nesta última segunda-feira (5.out.2026), com o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, traçando um panorama incisivo para o segundo turno da eleição presidencial. Após uma reunião estratégica com o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Silva declarou que o Brasil estará diante de uma escolha fundamental: ser governado por Lula ou por “alguém que tem proximidade com as milícias do Rio de Janeiro”, apontando diretamente para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora sem citá-lo explicitamente no primeiro momento.
PT aponta dilema eleitoral e critica proximidade com milícias
A fala de Edinho Silva surge no contexto de uma disputa acirrada que se desenha para 25 de outubro. O candidato do Partido Liberal (PL) encerrou o primeiro turno ligeiramente à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista, o que intensifica o tom dos discursos e a busca por definir os rumos da nação. Para o presidente do PT, a questão central que o eleitor precisará responder é: “É isso que nós queremos para o Brasil?”. A retórica do partido se foca em apresentar a reeleição de Lula como a única via para um programa de segurança pública crível e efetivo.
Credibilidade em xeque: a questão da segurança pública
Edinho Silva foi enfático ao afirmar que apenas o presidente Lula possui a credibilidade necessária para discutir e implementar mudanças significativas na segurança pública. Em um ataque direto ao adversário, o líder petista declarou: “Alguém que condecora miliciano, que condecora miliciano inclusive envolvido na morte de Marielle Franco, não pode falar em segurança pública. Quem tem condições de oferecer um projeto, um programa de segurança pública ao povo brasileiro, é o presidente Lula”. Esta afirmação busca descreditar o oponente justamente em uma área de grande preocupação para a população.
O histórico da condecoração e o caso Marielle Franco
A menção à condecoração remete a um episódio de 2005, quando Flávio Bolsonaro, então deputado estadual no Rio de Janeiro, concedeu uma homenagem a Adriano da Nóbrega. Este último se tornou posteriormente uma figura central em investigações, incluindo o inquérito que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 2018. Adriano da Nóbrega veio a óbito em 2020, durante um confronto com policiais militares na zona rural de Esplanada, na Bahia. O PT utiliza esse histórico para questionar a base moral e política do projeto de segurança pública proposto pela chapa adversária.
Segundo turno: embate de projetos para o futuro do Brasil
Para Edinho Silva, o segundo turno se configura como um verdadeiro “confronto de projetos”, onde o povo brasileiro terá a oportunidade de fazer uma escolha consciente. “Nós queremos confrontar esses dois projetos. Queremos que o povo brasileiro possa ter condições de fazer essa escolha, se quer ser governado pelas milícias do Rio de Janeiro ou se quer ser governado por uma liderança que o Brasil conhece, que o Brasil sabe quem é, que é respeitada internacionalmente”, reiterou o presidente do PT. A campanha do partido, portanto, se delineia pela polarização de ideias e pela associação do adversário a temas sensíveis, como a segurança e a influência de grupos paramilitares.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








