Câmara aprova Universidade Federal da Fronteira Norte no Amapá
Projeto transforma campus de Oiapoque em instituição autônoma, com foco em ensino, pesquisa e desenvolvimento regional, impactando diretamente a educação e a economia local.

A Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta quarta-feira, a criação da Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN), com sede em Oiapoque, no Amapá. A nova instituição nasce a partir da desvinculação do atual campus da Universidade Federal do Amapá (Unifap), incorporando automaticamente cursos, estudantes e servidores para garantir continuidade das atividades acadêmicas.
A UFFN herdará oito cursos de graduação já oferecidos na unidade: Direito, Enfermagem, Ciências Biológicas, História, Pedagogia, Letras, Geografia e Intercultural Indígena, atendendo a cerca de 1,2 mil alunos. Além do ensino de graduação, a proposta prevê a expansão para pós-graduação, pesquisa, extensão e ações direcionadas ao desenvolvimento da região, com ênfase na integração com a Guiana Francesa.
O relator do projeto, deputado Paulo Lemos (PT-AP), classificou a iniciativa como ‘meritória e oportuna’, destacando seu potencial para ampliar o acesso ao ensino superior no extremo norte do estado e fortalecer a formação de profissionais para setores estratégicos, como a exploração de petróleo na Margem Equatorial. A justificativa do texto relaciona a criação da UFFN à crescente demanda por tecnologias e mão de obra especializada na região.
Investimentos e autonomia
Segundo o governo, a implementação da universidade não exigirá recursos adicionais em 2026, pois aproveitará a estrutura e pessoal já existentes. Para 2027 e 2028, estão previstos R$ 40 milhões em investimentos — R$ 20 milhões anuais — destinados à consolidação da instituição. Após sua instalação, a UFFN terá reitor, conselho universitário e autonomia administrativa próprios, desvinculando-se completamente da Unifap.
A próxima etapa é a análise pelo Senado, onde o projeto poderá sofrer ajustes antes de ser sancionado. A expectativa é que a UFFN se torne um polo de desenvolvimento não apenas educacional, mas também socioeconômico, alinhado às necessidades da fronteira norte do Brasil.



